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A decisão foi pronunciada por um juiz de Sydney, na Austrália, meses depois de ter terminado o julgamento que considerou ilegal a partilha gratuita de ficheiros musicais na internet através deste site, a 05 de Setembro. O juiz australiano Murray Wilcox afirmou que, para evitar o encerramento, o Kazaa tem de instalar um sistema de filtros que impeça os utilizadores de "partilharem um grande número de músicas protegidas por direitos de autor, desde Madonna a artistas menos conhecidos". Eminem e Kylie Minogue são outros dos nomes mais populares nesta rede peer-to-peer . Os filtros impostos deverão actuar sobre cerca de três mil palavras-chave escolhidas pelas empresas discográficas e deverão aplicar-se a todas as novas versões do Kazaa, lançadas a partir de 05 de Dezembro, podendo ser actualizados de 15 em 15 dias. Esta decisão judicial vem no seguimento de outras, tomadas nas últimas semanas contra a partilha de músicas pela internet, nomeadamente nos Estados Unidos, na Austrália, na Coreia do Sul e em Taiwan. "É o último aviso ao Kazaa", afirmou, em comunicado, o director-geral da FIID, John Kennedy. "Está na altura de sites como este mudarem de atitude, instalarem os filtros, tornarem-se legais ou então darem lugar a quem queira montar uma actividade musical dentro da lei". Recorde-se que, de acordo com os últimos dados fornecidos pela IFPI, um terço do mercado mundial da música é pirata. Por cada três discos vendidos em todo o mundo, durante o ano de 2004, foi feita uma cópia ilegal, criando assim um mercado que se aproximou dos cinco biliões de euros. Para a indústria discográfica, estes números são, no mínimo, expressivos e preocupantes. Links relacionados: Sharman Networks IFPI - comunicado Notícias relacionadas:
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