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Luís Villas-Boas acusa pais de negligência
publicado em 2007-05-07 15:54:46
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O psicólogo Luís Villas-Boas acusou de negligência os pais da menina inglesa desaparecida quinta-feira perto de Lagos e afirmou que o possível raptor deve ser inglês. Entretanto, a presidente da associação Inocência em Perigo mostrou-se preocupada com o desfecho deste caso.
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O psicólogo Luís Villas-Boas acusou, esta segunda-feira, de irresponsabilidade e negligência os pais da menina inglesa desaparecida quinta-feira de um complexo turístico da Praia da Luz, perto de Lagos, apesar de compreender a angústia dos pais.
O rapto ocorreu devido à «distracção, pouco cuidado ou se calhar excesso de confiança» dos pais, já que deixar «dois bebés gémeos e uma menina de quatro anos sozinhas em casa não é propriamente o padrão recomendado aqui ou em qualquer parte do mundo mais do que um minuto», disse o director do Refúgio Aboim Ascensão.
Luís Villas-Boas, também membro da sociedade nacional britânica para a prevenção da crueldade de crianças, afirmou ainda acreditar que o possível raptor da menina inglesa não é português, mas sim de nacionalidade britânica.
«Este tipo de atitude não é portuguesa», até porque «não temos história de raptos nem de situações desta violência», sendo que os maus-tratos e a negligência em Portugal reduzem-se normalmente aos familiares.
Para mostrar que este tipo de crimes não é normalmente cometido por portugueses, o psicólogo lembrou que, no inicio dos anos 90 em Albufeira, outra menina inglesa foi raptada por um amigo da família de nacionalidade britânica, que a violou e a estrangulou até á morte.
O director do Refúgio Aboim Ascensão preferiu estas declarações também à imprensa inglesa.
Entretanto, a presidente da Inocência em Perigo, uma organização não-governamental que nasceu sob o auspicio da UNESCO acompanhando o fenómeno da pedofilia e do trafico de crianças, disse à TSF que não está optimista quanto ao desfecho deste caso.
«Não gostaria que os pais me ouvissem dizer que não estou optimista, mas de facto não estou. No entanto, não quero que os pais percam a esperança e penso desejo e rezo para estar errada e que encontrem a Madeleine salva», disse Homayra Sellier.
A responsável da organização Inocência em Perigo desejou ainda «boa sorte» às autoridades portuguesas e encorajou «as pessoas que podem ajudar a investigação a falar», sem medo.
Homayra Sellier alertou que para as investigações terem sucesso é «muito importante o trabalho conjunto das várias autoridades policiais e de investigadores europeus.
«Quero ter esperança no trabalho e na ajuda conjunta de todos os países no espaço Schengen na investigação deste caso, por isso espero que esteja a existir uma colaboração da EUROPOL, que tem desenvolvido um bom trabalho, com a INTERPOL e a policia portuguesa», para que o «o cruzamento de dados possa ser feito rapidamente», disse.
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