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Magistrado responsável por processo pede afastamento
publicado em 2006-05-23 11:10:56
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O magistrado do Ministério Público encarregue do processo «Apito Dourado» pediu o seu afastamento, o que poderá vir a atrasar o processo. Carlos Teixeira terá feito este pedido na sequência da solicitação neste sentido de um dos arguidos.
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O magistrado do Ministério Público encarregado do caso «Apito Dourado» pediu para sair do processo, o que levou a juíza do Tribunal de Gondomar a ordenar a suspensão de todas as diligências, noticia a imprensa.
De acordo com o «Correia da Manhã», o pedido de escusa de Carlos Teixeira já foi confirmado pela Procuradoria Distrital do Porto, tendo sido apresentado após um dos arguidos do processo ter solicitado o seu afastamento do caso.
Já segundo o «Jornal de Notícias», este pedido levou a juíza a ordenar a suspensão de todas as diligências da fase de instrução que se iria agora iniciar, com a excepção dos «actos urgentes».
O Ministério Público de Gondomar vai agora apreciar o pedido de Carlos Teixeira, sendo que caso este seja substituído por um novo magistrado o tempo de paragem será maior, dado que será necessário que este analise os 60 volumes que compõem o processo, que se iniciou em Março de 2003.
Ainda de acordo com o «Jornal de Notícias», Valentim Loureiro terá sido um dos arguidos a contestar a acção de Carlos Teixeira, ao acusá-lo de ter feito «acusações informais» na extracção de certidões para outros tribunais e ao dizer-se alvo de perseguição.
O JN acrescenta também que sobre Carlos Teixeira já pendia um processo disciplinar instaurado pela Procuradoria-geral da República na sequência de incidentes como a desobediência a ordens hierárquicas, a construção de um megaprocesso com factos ocorridos noutras comarcas e a alegada detenção ilegal do presidente do FC Porto, Pinto da Costa.
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