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Maioria das metas do plano de luta contra a sida não foi atingida
publicado em 2006-12-01 11:00:13
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Passaram 29 anos desde a detecção do primeiro caso de HIV/sida em Portugal e o país continua a ter dos piores indicadores sobre a infecção na Europa. Num grupo de 52 países europeus ocupa o segundo lugar, apenas a seguir à Estónia, em número de novos casos de infecção diagnosticados por milhão de habitantes: 251 por ano, logo seguidos dos 247 da Federação Russa e 241 da Ucrânia, revela o último relatório (de 2005) do Centro Europeu para a Monitorização Epidemiológica da Sida.
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O Programa de Prevenção para a Infecção HIV/sida - o terceiro documento oficial que traça compromissos para controlar a epidemia - é hoje apresentado em Lisboa. Os novos objectivos são para concretizar entre 2007 e 2010.
Três anos depois da entrada em vigor do último Plano Nacional de Luta contra a Sida, o PÚBLICO contactou vários especialistas que passam em revista as dez metas aí traçadas. Os objectivos foram gizados em 2004 pela equipa do então coordenador nacional de luta contra a sida, Meliço Silvestre, que diz terem sido dados grandes passos no meio prisional e na divulgação dos centros de diagnóstico do HIV/sida. Esclarece, contudo, que muito dos projectos, como é o caso da criação dos centros de terapêutica combinada, ficaram pelo caminho com a sua saída do cargo a meio do mandato. O actual coordenador nacional, Henrique Barros, que ocupa o lugar desde o ano passado, admite que a maioria das metas ficou por atingir e que, nalguns casos, nem seria desejável que fossem concretizadas.
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