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À saída da 104ª sessão do julgamento no Tribunal do Monsanto, cujo conteúdo passou praticamente a segundo plano face aos comentários sobre o acórdão da relação, Manuel Abrantes, ex-provedor adjunto da Casa Pia manifestou-se satisfeito com a decisão daquele tribunal, considerando que o mesmo «poderá ser importante» para o processo que está em julgamento. «Para este julgamento poderá ser importante mas espero que não perturbe a descoberta da verdade aqui, preto no branco», afirmou, numa opinião que é partilhada pelo arguido Hugo Marçal. «Aquilo que acontece com os outros em termos de consequências jurídico processuais penais não tem a ver comigo, mas acho que é uma decisão justa pelo que tenho visto aqui. Penso que terá que interferir com este processo, já que as pessoas (testemunhas) que nos acusam a nós acusam também os outros» disse o advogado de Elvas. «Não sei nada de Direito, a única coisa que posso comentar é que os jovens, que não são jovens, são todos homens crescidos, são exactamente os mesmos que nos acusam a nós», afirmou também o médico João Ferreira Diniz à saída do tribunal do Monsanto. Para o apresentador de televisão Carlos Cruz, que se congratula com a decisão, este «é um acórdão que peca por tardio». Carlos Cruz sublinhou, contudo, que «só o tribunal pode saber de que forma (o acórdão) interfere com o decurso do julgamento» e que «a decisão final do julgamento pertence ao colectivo de juízes», presidido por Ana Peres. Até mesmo o embaixador Jorge Ritto, que tem evitado falar à imprensa, parou hoje junto dos jornalistas para comentar o acórdão: «Se se fez justiça, como tenho a certeza que se fez, fico satisfeito.Fico sempre satisfeito quando se faz justiça.» Notícias relacionadas:
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