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Maioria dos jovens aceitaria lanchar com estranho conhecido na Web
publicado em 2007-02-12 14:29:54
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Três em cada quatro alunos do 11º ano, inquiridos num estudo sobre segurança on-line, admitiram a hipótese de lanchar com um estranho conhecido através da Internet.
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Os dados foram revelados num seminário organizado pelo Ministério da Educação, realizado pela Equipa de Missão Computadores, Redes e Internet nas Escolas (CRIE) do referido ministério. O estudo abrangeu 78 crianças do 9º ano de escolaridade e 46 do 11º. Questionados sobre a hipótese de ir lanchar com um estranho conhecido na Web, 72 por cento dos alunos do 11º admitiram a hipótese, enquanto entre as crianças do 9º ano este número baixa para 36 por cento.
Segundo os responsáveis, a pesquisa, realizada em escolas de Braga, Aveiro, Évora e Faro, no ano lectivo de 2005-2006, possibilitou a recolha de dados sobre o uso da Internet junto das crianças, famílias e professores. Embora sublinhem tratar-se de um estudo pouco representativo, devido à dimensão limitada da amostra, os especialistas admitem que os números vão no sentido do que se suspeitava ser a tendência entre os jovens.
Os resultados revelam ainda que os alunos do 9ºano passam em media 11 horas por semana a navegar pela Internet, enquanto os mais velhos passam entre 11 a 25 horas semanais online, sendo que 85 por cento do total das crianças não costuma ter acompanhamento dos pais ou de outros adultos.

| Os dados também demonstraram que a utilização dos programas de conversação, a pesquisa de informação e o e-mail são as actividades mais frequentes entre as crianças.
Quando inquiridas sobre a possibilidade de revelar informação pessoal a estranhos em salas de conversação, como o número de telefone, cinco por cento dos inquiridos do 9º ano responderam afirmativamente, enquanto a percentagem dos alunos do 11º ano foi bastante maior.
O estudo incidiu ainda no impacto que as campanhas de sensibilização sobre segurança na Internet tiveram na utilização deste meio. De acordo com o Ministério da Educação, estas iniciativas provocaram algumas alterações no comportamento relativo a segurança, tendo havido melhorias na consciencialização dos riscos da Web, sobretudo entre as crianças do 9º ano. Algo que se justifica através do facto de as campanhas de sensibilização estarem mais adaptadas às crianças do 9º ano e menos adaptadas aos alunos mais velhos, que mostraram maior dificuldade em mudar os hábitos já criados, adiantam os autores do estudo.
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