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Mais de 50 milhões de pessoas são viciadas na internet
publicado em 2006-05-19 11:57:34
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Um estudo divulgado pelo serviço Internet World Stats analisou os problemas gerados pelo uso excessivo da internet. De acordo com os resultados, mais de 50 milhões de pessoas em todo o mundo dependem da web.
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Em meados de 1996, o número de utilizadores de internet estava estimado em 37 milhões, o equivalente a 0,88 por cento da população. Actualmente, ou seja, dez anos depois, 15,7 por cento das pessoas em todo o mundo navega pela rede. Estes dados foram divulgados pelo Internet World Stats que realizou um estudo sobre os problemas que derivam de uma utilização excessiva da web.
Em pouco tempo, a internet tornou-se fundamental na vida pessoal e profissional de boa parte da sociedade. No entanto, as consequências deste facto não estão ainda bem definidas. Diane Wieland, directora do Programa de Enfermagem da Universidade La Salle, nos Estados Unidos, decidiu investigar como o excesso de uso da rede tem afectado os internautas, analisando estudos comportamentais conduzidos desde 1997 para tentar traçar um panorama de dependência. Os resultados desta pesquisa foram publicados na revista científica Perspectives in Psychiatric Care.
A responsável destaca que o carácter de doença é já reconhecido pelos especialistas, sendo que termos como "dependência de internet" e "uso patológico da internet", por exemplo, já constam do Diagnostic and Statistical Manual da Associação Psiquiátrica Norte-Americana.

| Diane Wieland afirma que, embora seja uma valiosa ferramenta de comunicação, a web «tem propriedades que, para alguns indivíduos, promovem comportamentos viciosos e relacionamentos interpessoais de falsa intimidade». A responsável por este estudo estima que cerca de 50 milhões de pessoas ultrapassa esse limite. Segundo Diane, a internet tem mudado a maneira como as relações pessoais são iniciadas e se desenrolam. Neste âmbito, a rede apresenta diversos pontos positivos, como uma ferramenta que pode ajudar no estabelecimento de contactos pessoais. No entanto, há o lado negativo que está relacionado com a posível ocorrência de contactos superficiais e de falsa intimidade, «que podem desenvolver-se com elevada frequência».
«A dependência da Internet é experimentada de forma diferente por homens e mulheres. Os homens estão mais interessados na pesquisa de informações, jogos e cibersexo. As mulheres usam mais como apoio para amizade, romance ou como mecanismo de reclamação dos seus parceiros», acrescenta o estudo. A responsável conclui, chamando a atenção para o seguinte facto: «os indivíduos também demonstram incapacidade de controlar o uso e podem apresentar factores como depressão, alcoolismo ou transtorno obsessivo-compulsivo».
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