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Mari Alkatiri irredutível em não se demitir
publicado em 2006-06-22 18:57:41
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O primeiro-ministro timorense rejeita qualquer possibilidade de se demitir do cargo afirmando que tal só iria agravar uma situação já de si complicada. Ainda assim, em declarações à agência LUSA, Mari Alkatiri anunciou que pretende abandonar a pasta dos Recurso Energéticos.
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O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri reiterou, esta quarta-feira, qualquer possibilidade de se demitir do cargo, apesar de Xanana Gusmão ter ameaçado demitir-se esta sexta-feira do cargo de Presidente da República de Timor se o primeiro-ministro se mantiver no cargo e não assumir a sua responsabilidade pela actual crise que se vive no país.
Alkatiri considera que a sua demissão seria uma decisão precipitada que poderia complicar ainda mais uma situação já de si «tão complexa».
Perante as acusações de Xanana Gusmão, em como a FRETILIN terá comprado votos dos delegados no último congresso, o mesmo que elegeu Alkatiri, o primeiro-ministro timorense rejeitou a acusação e considerou-a «extremamente séria», lamentando que o presidente tenha chegado a este ponto.
«Não considero esta polémica saudável porque a liderança da FRETILIN tudo tem feito para contribuir para a solução e não para agravar a situação», disse Alkatiri.
Apesar de recusar abandonar o cargo, Alkatiri anunciou que pretende deixar a pasta dos Recursos Energéticos, de acordo com uma proposta que vai apresentar à direcção da FRETILIN, que prevê também a nomeação de um ou dois vice-primeiros-ministros.
Ouvido pela TSF, José Reis, secretário-geral adjunto da FRETILIN, reiterou o apoio da FRETILIN a Mari Alkatiri e defendeu que a exoneração do primeiro-ministro seria inconstitucional.
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