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Marques Mendes exige desculpas de Mário Lino
publicado em 2007-05-25 12:47:57
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O presidente do PSD exigiu desculpas por parte de Mário Lino a prpósito das suas declarações sobre a possibilidade de o novo aeroporto de Lisboa ser na Margem Sul. Caso estas desculpas não existam, Marques Mendes quer o despedimento de Mário Lino.
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O presidente do PSD exigiu, na quinta-feira, que o ministro das Obras Públicas peça desculpa pelas polémicas declarações feitas sobre a eventual construção do novo aeroporto de Lisboa na Margem Sul.
Num jantar de pré-campanha do social-democrata Fernando Negrão à câmara de Lisboa, Marques Mendes foi ainda mais longe ao considerar que as declarações de Mário Lino foram «não apenas um delírio mas provocação e insulto», produzidas por «alguém que já não está bom da cabeça».
«Este é um problema uma vez mais do primeiro-ministro: ou obriga o ministro das Obras Públicas a pedir desculpas ou o despede por indecente e má figura», defendeu Marques Mendes.
Para o líder do PSD, que entende que Mário Lino é um «inenarrável ministro», as declarações do ministro foram «um insulto à população, aos autarcas e aos trabalhadores».
Na sua intervenção, o líder social-democrata não esqueceu ainda o caso de «perseguição» que está a ser movido ao professor e ex-deputado do PSD Fernando Charrua, por causa de um alegado insulto ao primeiro-ministro José Sócrates.
«Ou o Governo demite a directora regional ou, então, é conivente com esta situação. Não é apenas um problema da ministra, mas de cumplicidade do primeiro-ministro», exigiu Marques Mendes, que qualificou esta directora, que processou disciplinarmente o professor como «comissária política do Governo».
O congelamento das carreiras da Função Pública até 2009 também não foi deixada em claro pelo presidente do PSD, que considerou que os funcionários públicos têm de deixar de ser «maltratados» e de ser «bodes expiatórios de um Governo que não conseguiu controlar a despesa pública».
Marques Mendes assinalou também as contradições entre o ministro da Economia, Manuel Pinho, e o secretário de Estado da Indústria a propósito do caso do despedimento de 500 trabalhadores da multinacional para componentes de automóvel Delphi.
«O problema não está no disparatado ministro, mas no primeiro-ministro que lhe dá cobertura», concluiu Marques Mendes.
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