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«Estamos perante uma situação excepcional e, por isso, não pode deixar de haver respostas excepcionais. É necessário um plano de intervenção especial que contemple um conjunto de medidas de emergência, não apenas respostas pontuais», justificou. Luís Marques Mendes falava em Castro Verde, distrito de Beja, após uma reunião com a Federação das Associações de Agricultores do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (FAABA). Os prejuízos causados pela situação de seca «extrema» em que a região alentejana se encontra foram o principal assunto em «cima da mesa», levando depois o líder do PSD a uma rápida visita por propriedades agrícolas nas proximidades de Castro Verde. «Não há nada como vir ao terreno para que a sensibilidade política seja reforçada e apelo às autoridades do Governo, em especial do Ministério da Agricultura, que façam o que eu fiz», disse, em jeito de «recado» ao executivo socialista. Confrontado pelos agricultores com a falta de sensibilidade do anterior governo de coligação PSD/CDS-PP para o problema da seca, Marques Mendes disse que, neste momento, mais importante do que «o combate político-partidário» é «dar voz a quem precisa». «O que interessa é levar estes assuntos a quem de direito, seja na Assembleia da República, no Governo ou em Bruxelas. Não me preocupa saber quem tem mais culpas ou responsabilidades, pois, o importante é que esta questão da seca tenha alguma resposta», frisou. Para obter essas mesmas respostas, o recém-eleito líder do PSD, que efectuou hoje a sua primeira visita ao Alentejo, disse esperar que o debate de urgência na Assembleia da República sobre esta matéria aconteça «ainda esta semana ou no início da próxima». A par da intervenção nacional, Marques Mendes considerou «absolutamente indispensável a solidariedade comunitária» para com as dificuldades que a seca está a provocar em Portugal, sobretudo no Baixo Alentejo. «Temos prejuízos avultados. Se a União Europeia não é solidária em momentos desta natureza, não sei quando é que o será», sublinhou. Para Marques Mendes, é preciso «accionar o fundo de solidariedade da União Europeia e fazer com que as ajudas aos agricultores sejam antecipadas para que se possa agir rapidamente, com flexibilidade e sem grandes burocracias». «Não basta existir vontade e sensibilidade para minorar este problema. Se as burocracias fizerem com que os apoios sejam relegados para mais tarde, então a situação só se agrava», alertou. No final da visita, o presidente da FAABA, Castro e Brito, realçou a importância dos políticos, quer os que estão em Lisboa, quer os que se encontram em Bruxelas, constatarem, no terreno, a «situação gravíssima» que os agricultores enfrentam. Notícias relacionadas:
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