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O porta-voz do casal, Clarence Mitchell, falou aos jornalistas britânicos sobre esta possibilidade. "Os amigos de Kate e Gerry sempre se mostraram disponíveis para voltar a ser interrogados. Tal como os pais de Madeleine, eles não têm nada a esconder", afirmou o porta-voz britânico. Uma fonte próxima dos amigos dos McCann, citada pela imprensa britânica, disse por sua vez que "há sempre a possibilidade de algum deles vir a ser considerado suspeito, mas todos estão absolutamente confiantes, porque disseram a verdade". Entretanto, no Algarve, o advogado do outro arguido neste caso, o luso-britânico Robert Murat, mostrou-se indignado com as alegações de uma baby-sitter, segundo a qual Murat teria sido visto na noite de 3 de Maio no empreendimento da Praia da Luz. "É tudo absolutamente ridículo e nem sequer merece comentários!" Foi esta a reacção, ontem, ao DN, do advogado Francisco Pagarete. A baby-sitter na altura ao serviço do aldeamento garantiu ter mesmo visto aquele indivíduo por volta da meia-noite na recepção e numa altura em que muitas pessoas já procuravam a menina inglesa. Nesse depoimento prestado por escrito à empresa de detectives espanhola Método3, que investiga o desaparecimento de Maddie por conta dos pais da criança, a baby-sitter inglesa Charlotte Perrington, de 20 anos, lembra achar "muito estranha" a reacção de Robert Murat, que lhe negou de forma abrupta ter estado nessa noite naquele resort. Isto para além do facto de o luso-britânico lhe ter dado a entender que "não queria mais conversas", entre outras situações consideradas suspeitas. Agora, o advogado de Murat, Francisco Pagarete, garante que o seu constituinte "continua de consciência tranquila a aguardar que a situação termine". Tal poderá acontecer, consoante o entendimento do Ministério Público de Portimão, no dia 3 em Janeiro de 2008, quando se completarão oito meses desde o desaparecimento de Madeleine e por nessa data ter começado o inquérito da PJ relativo a este caso; ou a 14 do mesmo mês, altura em que passarão também oito meses da data em que o luso-britânico foi constituído arguido, ficando sujeito à medida de coacção mínima de prestação do Termo de Identidade e Residência. "Quando as partes forem notificadas do resultado do inquérito, para despacho de acusação ou de arquivamento, terão a possibilidade de abrir a instrução até vinte dias depois", recordou o advogado que representa Robert Murat. Notícias relacionadas:
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