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Mc Cann não teme exames e deixa recado aos amigos
publicado em 2007-10-25 11:05:06
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"Não há qualquer elemento que os testes de ADN mostrem que não seja a nossa inocência completa". A garantia é de Gerry McCann e surge numa ocasião em que a Polícia Judiciária continua a aguardar as conclusões de todos os exames realizados aos vestígios encontrados no apartamento do Ocean Club, na Praia da Luz (Lagos), onde Madeleine desapareceu a 3 de Maio último.
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O laboratório forense de Birminghan continua a não libertar esses resultados, o que tem atrasado novas diligências. Apesar de Gerry admitir que não está "assustado" com essas conclusões, os investigadores acreditam que elas são fundamentais para o avanço da investigação. Na primeira entrevista que deram depois de terem regressado a Inglaterra, emitida ontem no canal espanhol Antena 3, Kate e Gerry recusaram comentar parte dos resultados que os investigadores têm na sua posse e que apontam para o envolvimento do casal na morte e desaparecimento de Madeleine. Questionado sobre a possibilidade de ter sedado os filhos, o casal nega e diz que essa suspeita "é escandalosa". Sobre os amigos que com eles passaram férias e que em breve vão ser inquiridos pela polícia, Gerry deixa um recado "Eles sabem que nós somos absolutamente inocentes. Vão ajudar-nos. Vão limpar os nossos nomes". Na entrevista, Kate continua a admitir que a filha está viva e que foi raptada. Aproveitou para fazer um apelo, desta vez dirigido a Portugal, Espanha e ao Norte de África, locais onde acredita que a filha possa estar. Ontem foi criado um número de telefone (0044 902 300 231) que será atendido por detectives privados espanhóis, contratados pelo casal. AS
O professor de genética Alec Jeffreys advertiu, ontem, que o ADN "nunca será uma varinha mágica", designadamente "quando os peritos trabalham com pequenas quantidades de provas biológicas", como no caso de Madeleine. O "pai" do ADN - que foi sondado pelos McCann para contrariar os resultados que apontam para o envolvimento do casal no caso - explica que "o ADN não tem as palavras inocente ou culpado".
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