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MySpace vai bloquear arquivos ilegais
publicado em 2006-11-05 12:06:03
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O MySpace.com licenciou uma tecnologia para impedir os utilizadores de distribuírem ilegalmente músicas protegidas por direitos de autor. Quem violar as regras será expulso da comunidade, avisam.
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A medida surge como consequência da pressão exercida pelos grandes estúdios de cinema e de música, interessados em acabar com a violação dos direitos de autor, que afirmam ser prática corrente em sites como o MySpace e YouTube.
O MySpace decidiu licenciar um software, desenvolvido pela Gracenote, que lhes permitirá monitorizar as músicas enviadas pelos membros da comunidade. A tecnologia compara os ficheiros enviados pelos utilizadores com os que constam nas bases de dados da Gracenote e pode impedir uploads se os ficheiros não tiverem os devidos registos de recolha de direitos. Os termos do licenciamento não foram revelados.
Sites como o MySpace e o YouTube têm ficheiros protegidos por direitos de autor publicados pelos seus utilizadores. Ambos garantem remover material indevido quando são informados da sua existência, mas a medida está longe de ser eficaz.
Assim que a tecnologia da Gracenote for integrada no serviço, os utilizadores que tentarem repetidamente enviar músicas não autorizadas serão expulsos desta comunidade, sendo a sua conta apagada, informaram fontes oficiais do site.
Comprado há menos de um ano pela News Corp., o MySpace tem mais de 90 milhões de utilizadores activos. De sublinhar que o site, cada vez mais o destino eleito para ouvir música e descobrir vídeos, vai começar a vender temas de quase 3 milhões de bandas independentes. Futuramente, pretende ainda comercializar canções protegidas por direitos de autor, pelo que terá de assegurar boas relações com as grandes editoras.
Também o YouTube, recentemente adquirido pelo Google, quer facturar com o uso de vídeo na web e proteger-se de processos judiciais por violação de direitos de autor. Responsáveis do Google já esclareceram que não vão tolerar este tipo de infracções no YouTube. Como exemplo desta onda de legalização, foram recentemente apagados do site quase 30 mil vídeos.
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