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No Audubon Center for Research of Endangered Species, em New Orleans, nasceram oito gatinhos, nos últimos dois meses, e os especialistas garantem que todas as crias estão de boa saúde. A 26 de Julho, a primeira gata, Madge, deu à luz cinco crias, tendo sido seguida por Caty, que teve três gatinhos. Madge e Caty são duas fêmeas que foram clonadas a partir da mesma gata (Nancy). Os gatinhos nasceram de mães diferentes mas partilham o mesmo pai: um gato selvagem chamado Ditteaux que é um clone de um felino chamado Jazz. Os investigadores acreditam que este acontecimento tem um potencial enorme para a preservação de espécies animais ameaçadas. «Se conseguirmos melhorar o processo de clonagem e encorajar os animais a reproduzirem-se, é possível recuperar os genes de alguns animais selvagens que, de outra forma, poderiam perder-se. Assim será possível guardar genes de animais que estão ameaçados», explicou Betsy Dresser, que coordenou esta equipa científica.
Em 1999, os biólogos viram nascer os primeiros filhotes graças à fertilização in-vitro, e em 2003, os primeiros clones. Esta espécie ainda não está em risco de extinção mas, segundo os especialistas, tem-se revelado um excelente «modelo» para o desenvolvimento de técnicas que estes acreditam que podem vir a ser usadas no futuro e ajudar a salvar outras espécies ameaçadas. Apesar do entusiasmo desta equipa, muitos cientistas encaram com cepticismo a utilização da clonagem neste contexto. «A clonagem não reduz os perigos que ameaçam as espécies selvagens e os seus habitats; a preservação exige um trabalho de campo junto das populações (de animais) e nos seus habitats», defende Susan Lieberman, Directora do WWF's Species Programme. No meio científico, ainda não existe unanimidade em torno desta descoberta. Até que tal aconteça, será necessário responder a uma série de questões, como por exemplo, saber se as crias são capazes de caçar e de se reproduzir normalmente e avaliar a sua destreza como caçadoras no seu habitat natural. O gato selvagem africano pertence à mesma família de animais que o gato doméstico mas é bastante mais corpulento. Considerado o antecessor dos gatos ditos «vulgares», este partilha com ele uma série de características, como o pêlo tigrado e a predisposição para estar mais activo durante a noite. Esta espécie vive essencialmente nos desertos e savanas africanas e na península arábica. Notícias relacionadas:
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