O responsável pelo departamento de marketing da Nintendo nos EUA, Reggie Fils-Aime, contou à CNN parte da estratégia da empresa relativamente ao lançamento da sua consola da próxima geração.
A Nintendo vai jogar com o factor preço, posicionando a Revolution abaixo do custo das consolas rivais - Xbox 360 e PlayStation 3. Não se trata, contudo, de algo inédito, visto que a empresa havia seguido a mesma política no lançamento da GameCube e DS.
No que diz respeito à GameCube, apesar do preço mais baixo, esta não conseguiu ombrear com as consolas rivais - PlayStation 2 e Xbox - a nível de vendas. «Penso que aprendemos algumas lições que precisamos de aplicar na Revolution», justificou o responsável.
Fils-Aime aponta a necessidade de a companhia se certificar de que os títulos lançados nos primeiros seis meses de vida da consola são «fortes».
Outro ponto importante é garantir que a consola é atraente do ponto de vista estético e se adequa às necessidades do consumidor. Neste sentido, Fils-Aime reafirmou que a Nintendo não vai seguir os exemplos da Sony e Microsoft, suportando jogos em alta-definição. Esta opção significa, para o responsável, tempos de carregamento «mais longos».
O preço final da Revolution ainda não foi determinado, mas partindo do princípio que a versão mais básica da Xbox 360 custa 299 dólares, a consola da Nintendo não deverá ultrapassar essa margem. Actualmente, os rumores apontam para valores na ordem dos 199 dólares.

Apesar da apresentação do protótipo da consola e do sistema de controlo - a característica mais inovadora -, a Revolution continua envolta em grande secretismo. As especificações técnicas (oficiais) permanecem um mistério e a ausência de tech demos não deixa adivinhar até que ponto a qualidade gráfica é impressionante.
No entanto, estas são características que a Nintendo desvaloriza, preferindo destacar outros pontos de interesse, como a originalidade do sistema e possibilidades alcançadas.
Em entrevista à CNN, Fils-Aime lançou ainda pistas sobre uma possível actualização estética da portátil DS - à semelhança do que aconteceu com o Game Boy Advance -, ao referir que desde o momento em que a consola foi lançada a Nintendo estudou formas de a melhorar visualmente.
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