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Uma expedição a Raja Ampat (ou cabeça de pássaro), no lado indonésio da ilha de Papua, realizada nas últimas semanas, descobriu pelo menos meia centena de espécies até agora desconhecidas. Os investigadores da Conservation International (CI), uma organização norte-americana para o estudo e conservação da natureza, que lideraram a expedição, acreditam mesmo que esta é a região marinha do planeta mais rica em biodiversidade. «Estamos completamente maravilhados com o que encontrámos», garantiu o biólogo da CI que liderou a expedição, Mark Erdmann, à BBC News online. Ao longo de seis semanas, os investigadores conseguiram identificar oito novas espécies de camarão, 24 de peixes e outras 20 de corais, que até agora eram completamente desconhecidas. Entre as novidades estão pelo menos duas novas espécies de pequenos tubarões, que se deslocam no fundo marinho, usando as barbatanas como apoio. Os outros são na maioria peixes bodiões.
«Há cinco anos realizámos uma expedição às ilhas ao largo de Raja Ampat e pareceu-nos logo que deveria situar-se ali o epicentro da biodiversidade marinha do planeta», explicou. Raja Ampat é um dos cantos do triângulo de coral definido pelas linhas costeiras da Indonésia, Malásia, Filipinas, Papua Nova Guiné, Ilhas Salomão e Timor-Leste, onde se albergam 600 espécies distintas de corais. Uma diversidade superior à que existe na Grande Barreira de Coral Australiana que, em contrapartida, é dez vezes mais extensa do que aquela. A riqueza de espécies tem a ver com a diversidade de habitats que ali se encontram, com uma mistura de águas mais profundas e menos profundas, e com algumas bacias relativamente isoladas. Fotos: Conservation International Expedição Raja Ampat - reportagem completa Notícias relacionadas:
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