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«Todos os agentes ligados ao mundo das Finanças indicam-nos que não haverá dificuldades em investidores privados apostarem neste projecto», explicou o ministro das Obras Públicas à TSF. Mário Lino frisou, no entanto, apesar de este ser um projecto a longo prazo e que por isso não haverá dificuldades no investimento privado, será, no entanto, necessário recorrer a capitais públicos para cobrir cerca de dez por cento dos custos do aeoporto. Para garantir estes fundos, o ministro admitiu ainda a privatização parcial ou total da ANA, que gere os aeroportos nacionais, uma questão que, no entanto se mantém em aberto. Mário Lino, que não quis confirmar o número exacto de postos de trabalhos que o projecto criará, sublinhou o «forte impacto económico ao nível do emprego, produto e desenvolvimento tecnológico» do novo aeroporto e as centenas de milhões de euros que se terão de investir no aeroporto da Portela antes da inauguração da Ota. «Muito provavelmente antes de o novo aeroporto estar concluído e operacional vamos ter grandes dificuldades com o aeroporto da Portela com o seu esgotamento. Mesmo para poder esticar a vida útil deste aeroporto vamos ter de fazer fortes investimentos», continuou. O ministro das Obras Públicas esclareceu que serão investidos 400 milhões de euros na Portela, aeroporto que rejeitou mais de dois mil voos em 2004, «para assegurar o crescimento do tráfego que se espera que exista e que tem vindo a existir ao longo destes anos até à inauguração do novo aeroporto». Também ouvido pela TSF, o presidente da empresa responsável pelo novo aeroporto secundou as palavras de Mário Lino ao confirmar também que o recurso aos fundos públicos estará longe de ser total. Guilhermino Rodrigues explicou que está previsto um endividamento da empresa do aeroporto em 50 por cento, com os capitais privados a contribuírem com 23 por cento e os capitais públicos e taxas que possam vir a ser criadas para financiar o aeroporto a poderem chegar aos 27 por cento. «Aqui tudo depende do que conseguirmos com fundos comunitários, mas neste momento os estudos demonstram a viabilidade praticamente sem recurso aos capitais públicos», acrescentou. O presidente da Naer falou num custo de 3,1 mil milhões de euros para a primeira fase do aeroporto a que terão de ser acrescentados outros investimentos na fase de exploração. Guilhermino Rodrigues esclareceu ainda que «todos gostariam de ter um aeroporto tão perto quanto possível de Lisboa», mas que «se conseguem encontrar soluções sob o ponto de vista das acessibilidades que diminuem o impacto» de o aeroporto da Ota se localizar a 40 quilómetros de Lisboa. «O pior para o turismo é a situação actual em que há um estrangulamento da capacidade do aeroporto», concluiu o presidente da Naer. Cerca de 700 personalidades ficarão a conhecer melhor esta terça-feira os projectos de viabilidade que o Governo pretende fazer na Ota, um aeroporto que poderá movimentar 33 milhões de passageiros em 2020. Notícias relacionadas:
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