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Novo terminal é exemplo de aumento de custo, diz Mário Lino
publicado em 2007-07-31 10:28:43
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O ministro das Obras Públicas considerou que se já houvesse um novo aeroporto em Lisboa não seria necessário investir num novo terminal da Portela. Em entrevista ao Diário Económico, Mário Lino disse ainda esperar que a construção do novo aeroporto não atrase a construção do TGV.
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O ministro das Obras Públicas considerou que Portugal «está a pagar caro» o atraso na construção de um novo aeroporto de Lisboa, uma situação que já obrigou à construção um novo terminal no aeroporto da Portela, que será inaugurado esta terça-feira.
«É evidente que, com um novo aeroporto pronto ou quase pronto, não seria preciso investir quase 350 milhões de euros neste terminal na Portel. E continuam-se a rejeitar voos porque não existem horários disponíveis para a procura. São dois exemplos do que estamos a pagar», afirmou Mário Lino, em entrevista ao Diário Económico.
Nesta entrevista, o titular da pasta das Obras Públicas espera ainda que os atrasos na construção do novo aeroporto não resultem em demoras na construção das linhas do TGV.
«As linhas Lisboa-Madrid e Porto-Vigo estão estudadas. Se existir alteração na localização do aeroporto, é evidente que terão de ser feitos ajustamentos e tudo isso provoca atrasos», acrescentou.
Mário Lino admitiu ainda que a escolha do aeroporto da Ota, por si defendida, «está muito longe de ser consensual», contudo o ministro está surpreendido com a falta de «consenso político» sobre a questão.
O ministro das Obras Públicas recordou que foi o antigo governo liderado por Durão Barroso que «levou a Ota a Bruxelas». «Não escolhi o aeroporto da Ota (…). Os projectos do aeroporto e do comboio de alta velocidade vêm de trás. Não são exclusivamente meus ou deste Governo», concluiu.
Mário Lino estará esta terça-feira na inauguração do terminal 2 do aeroporto da Portela, que significou um investimento de 18 milhões de euros e que vai servir dois milhões de passageiros por ano e que permita que a Portela responda à procura até 2017.
Este novo terminal será usado apenas para partidas de voos domésticos para os aeroportos de Faro, Porto, Bragança, Vila Real, Madeira e Açores, uma infra-estrutura que entrará em funcionamento a 1 de Agosto.
A construção deste terminal está inserida num plano de expansão do aeroporto da Portela, orçado em 380 milhões de euros, que pretende aumentar a capacidade da pista de 36 para 40 movimentos por hora.
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