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OTA: Bastonário defende estudo de localização alternativa
publicado em 2007-03-27 10:02:00
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O bastonário da Ordem dos Engenheiros, Fernando Santo, defendeu que se deve estudar uma localização alternativa para o novo aeroporto de Lisboa. Antes, José Manuel Viegas, professor do IST, tinha proposto as localidades de Poceirão e Faias, ambas na margem sul, como alternativa à Ota.
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O bastonário da Ordem dos Engenheiros defendeu a necessidade de se estudar uma nova localização para o novo aeroporto de Lisboa, na margem sul do Tejo, tendo Fernando Santo criticado o processo que levou à escolha da Ota.
Em declarações no programa «Prós e Contras», da RTP, Fernando Santo explicou que o processo que levou à escolha da Ota como localização do novo aeroporto não prevê a existência de uma «alternativa zero», ou seja, os estudos poderem concluir que a infra-estrutura não pode ser construída na Ota ou em Rio Frio.
Estas declarações surgiram após um professor do Instituto Superior Técnico ter sugerido que as zonas de Poceirão e Faias, ambas na margem sul do Tejo, permitirão a construção de um novo aeroporto de Lisboa mais barato e com maior capacidade em relação à Ota.
«Cada uma destas duas localizações tem os 1800 hectares que tem a Ota e aquilo que se vê é que no Poceirão cabe 1,5 e nas Faias cabem dois aeroportos completos», acrescentou José Manuel Viegas.
Este especialista lembrou também que estas duas localizações estão «fora dos corredores ambientais», o que minimiza o impacto ambiental da obra, e que permitem a construção de uma cidade aeroportuária.
As ideias de José Manuel Viegas foram contestadas pelo responsável pela coordenação dos estudos de impacto ambiental na Ota e em Rio Frio.
Fernando Santana entende que as localizações propostas pelo professor do IST ficam a três ou quilómetros» de outras que já tinham sido rejeitadas por causa dos custos ambientais.
Este responsável explicou ainda que Poceirão e Faias apresentam os mesmos problemas que Rio Frio, relacionados com a existência de um «aquífero, proximidade dos estuários do Tejo e Sado e com as rotas das aves migratórias».
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