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Pais acreditam que criança continua viva, diz Sky News
publicado em 2007-08-07 18:14:06
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Os pais de Madeleine McCann recusam-se a falar dos vestígios de sangue encontrados no apartamento de Lagos, onde a criança desapareceu. Em entrevista à Sky News, os pais dizem acreditar que a criança ainda está viva. Especialistas ingleses criticam actuação da Polícia Judiciária.
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A Polícia Judiciária de Portimão admite fazer novas inquisições no caso Madeleine McCann, mas não revela se tenciona chamar mais uma vez os pais da criança que desapareceu há três meses.
Esta terça feira, depois da informação de que tinham sido descobertos vestígios de sangue no apartamento e de que a polícia estaria informada, há pelo menos um mês, de que a criança estava morta, o casal McCann, numa entrevista à Sky News, recusou-se a comentar estes novos dados.
A mãe, Kate, garantiu que a polícia sempre se referiu a ela como estando viva. «A polícia disse sempre que estava à procura de uma criança viva», salientou a mãe de Maddie.
Também o pai, Gerry McCann confirmou que a PJ sempre falou com os familiares no pressuposto de que a menina estaria viva: «não sou ingénuo, mas até ao momento a polícia portuguesa falou sempre na Madeleine como estando viva e nunca como morta».
Nesta entrevista à Sky News, Gerry McCann disse estar na posse de informação transmitida pela polícia sobre a evolução das investigações mas recusou-se a revelar pormenores.
Também a polícia tem sido muito cautelosa e reservada nos contactos com a imprensa. Esta manhã, foi apenas revelado que há a possibilidade de novas inquirições mas desconhece-se a quem e em que qualidade.
Especialistas ingleses criticam PJ
No Reino Unido, a polícia portuguesa tem sido alvo de duras críticas. O especialista em criminologia, Mark Williams-Thomas, afirmou à Sky News que, se se confirmar que o sangue pertence a Madeleine, toda a investigação feita até ao momento terá de ser revista.
«Aquele apartamento devia ter sido selado e ter sido submetido a um profunda examinação forense, logo nos dias seguintes ao desaparecimento», disse o especialista ao site da Sky News.
«Se isso tivesse acontecido, este sangue teria sido encontrado no máximo uma semana depois do acontecimento. Só encontrar agora esta prova crucial é absolutamente incrível e triste», salienta Mark Williams-Thomas.
O especialista acrescentou que esteve na cena do crime, na Praia da Luz, uma semana depois do desaparecimento, detectou muitas falhas nas buscas que estavam a ser efectuadas, como o facto dos curiosos não terem sido evacuados da zona.
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