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Passo de gigante na observação de planetas
publicado em 2005-03-24 04:16:01
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O telescópio Spitzer está a revolucionar a ciência. O aparelho permite ver directamente planetas longínquos e detectou pela primeira vez luz a emanar directamente dos mesmos.
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Os cientistas desvendaram mais um segredo do universo. Mais de dez anos depois da descoberta dos planetas extra-solares os cientistas sabem agora que esses mesmos planetas têm luz.
Os raios de luz foram captados pelas objectivas do satélite Spitzer pela primeira vez. Até agora, estes planetas, que emitem pouca luz, só podiam ser detectados no momento em que passavam perto do seu sol, dez vezes mais brilhante.
O anúncio deste avanço foi feito pelo astrofísico Drake Deming, do centro de voos espaciais Goddard da NASA em Greenbelt (Maryland, nordeste dos Estados Unidos).
As equipas de astrónomos do centro de astrofísica de Harvard detectaram no passado mais de cem planetas fora do sistema solar, mas até agora não tinham conseguido vislumbrar nenhum deles pelo menos de forma directa.
Com o Spitzer abre-se uma nova era na ciência planetária já que a partir de agora os planetas que deambulam fora do sistema solar podem ser medidos directamente e até comparados.
Os astrónomos revelam que um dos planetas apresenta uma dimensão 30 a 40 vezes maior que Júpiter, além de ser extraordinariamente quente.
O telescópio Spitzer é uma ferramenta essencial, na medida em que a sua poderosa lente consegue temperaturas, atmosferas e órbitas de planetas a uma distância de 500 anos luz.
Ouvido pela TSF, Ricardo Reis, do centro de Astrofísica da Universidade do Porto, explica que estamos perante um grande avanço para a ciência.
«É uma descoberta extraordinária porque até agora nunca tínhamos visto directamente um planeta fora do nosso sistema solar. Só indirectamente, através do efeito que produzia na estrela à volta da qual orbita», explicou.
Ricardo Reis adianta ainda que fica assim aberta a porta para que se encontrem planetas tão pequenos como a Terra.
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