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Pedro Strecht diz que recebeu ameaças
publicado em 2006-04-27 01:20:24
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Depois de dois anos sem fazer qualquer declaração à imprensa, Pedro Strecht quebrou o silêncio. O pedopsiquiatra falou, esta quarta-feira, à saída do tribunal, nas ameaças que terá recebido e disse esperar que as afirmações que fez ajudem a verdade a ser apurada.
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Fontes ligadas ao processo revelaram aos jornalistas que, ao ser questionado sobre alegadas ameaças que sofreu, Pedro Strecht disse que uma jornalista lhe transmitiu que um amigo dela - também amigo do arguido Carlos Cruz - lhe contou que este proferira palavras de ameaça física contra o pedopsiquiatra.
Pedro Strecht, que também afirma ter recebido cartas anónimas no âmbito deste processo, deslocou-se a tribunal acompanhado por seguranças e mostrou-se muito reservado quanto a falar aos jornalistas sobre as ameaças que terá sofrido, assunto abordado hoje no tribunal.
«Posso dizer que foi de facto um momento muito desagradável, mas tive de compreender o facto de a juíza Ana Peres ter achado a pergunta válida e tive que me abrir sobre as circunstâncias, que considero ser apenas da minha vida pessoal, nomeadamente essa que se refere a ameaças», afirmou.
Confrontado com o teor destas declarações, Ricardo Sá Fernandes, advogado de Carlos Cruz, salientou que «sobre essa matéria, desde há muito tempo, tem havido muita especulação, mas factos, nenhuns».
«Essa é a tónica que tem havido relativamente a Carlos Cruz: muita teoria e poucos factos», frisou, acrescentando que se for confrontado com alguma questão concreta sobre as ameaças poderá responder.
O advogado admitiu chamar a depor em tribunal as pessoas que terão transmitido a Pedro Strecht as ameaças imputadas ao apresentador de televisão.
Quanto ao balanço do depoimento prestado durante quatro sessões, Pedro Strecht afirmou que, do seu ponto de vista, tudo «correu bem».
«Tive oportunidade de dizer aquilo que os jovens me foram testemunhando ao longo deste tempo de acompanhamento e do conhecimento que tive delas. Espero com isso ter contribuído para o apuramento da verdade», sublinhou o pedopsiquiatra.
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