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Pinto da Costa entregou 2.500 euros ao árbitro Augusto Duarte, reitera Carolina Salgado
publicado em 2008-01-18 18:09:46
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A ex-companheira de Pinto da Costa, Carolina Salgado, disse hoje que viu o presidente do FC Porto entregar um envelope ao árbitro Augusto Duarte contendo 2.500 euros, contou à Lusa a sua advogada, Raquel Dantas.
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A afirmação, feita no âmbito da instrução do processo sobre o jogo Beira Mar-Porto, do Apito Dourado, corrobora a acusação do Ministério Público (MP), deduzida em 19 de Junho de 2007.
Nas suas declarações perante uma juíza de instrução criminal, no Palácio da Justiça do Porto, Carolina Salgado explicou que viu Pinto da Costa colocar notas de 500 euros num envelope branco que entregou ao árbitro.
De acordo com o relato, a entrega foi feita numa residência da Madalena, Gaia, co-habitada à altura dos factos por Pinto da Costa e Carolina, quando o casal recebeu a visita de Augusto Duarte e do empresário de futebol António Araújo.
Carolina acrescentou que o valor que estava no envelope lhe foi precisado pelo próprio Pinto da Costa, quando as visitas saíram, explicou a advogada.
A mulher que viveu seis anos com Pinto da Costa disse também que o presidente do FC Porto queria "trocar" o seu silêncio sobre o que ia vendo e ouvindo na vivência em comum pelo pagamento das despesas de compra de uma casa e de um negócio. E que isso terá determinado o fim da relação.
Sem ser peremptória, Carolina disse suspeitar que a sua irmã gémea Ana Maria terá sido «comprada» por Pinto da Costa e explicou que esse foi o motivo por que deixou de lhe falar.
Nas declarações que prestaram à Polícia Judiciária, quer Pinto da Costa quer o árbitro de Braga confirmaram o encontro relatado por Carolina Salgado no depoimento de hoje.
Mas garantiram que se tratou apenas de «uma conversa entre amigos», negando qualquer entrega de dinheiro ou pedido de favorecimento.
O jogo Beira Mar-FC Porto, da 31ª jornada da Superliga de 2003/2004, foi realizado em 18 de Abril de 2004 e terminou com um empate sem golos.
Augusto Duarte, enquanto árbitro dessa partida, está acusado de corrupção desportiva na forma passiva, enquanto que Pinto da Costa está acusado de corrupção desportiva activa.
O processo, que chegou a ser arquivado, foi reaberto pela Equipa de Coordenação do Processo Apito Dourado e a acusação foi deduzida pelo Ministério Público em 19 de Junho do ano passado.
A reabertura foi determinada por declarações de Carolina Salgado, agora reiteradas no essencial.
Lusa/SOL
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