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PJ acredita que criança inglesa foi raptada
publicado em 2007-05-05 18:53:09
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A Polícia Judiciária anunciou, num conferência de imprensa em Portimão, que acredita que a criança inglesa desaparecida num aldeamento da Praia da Luz, em Lagos, foi vítima de rapto. Neste momento há 150 homens a trabalhar na investigação.
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O director nacional adjunto e responsável pela directoria de Faro da PJ, Guilhermino Encarnação, disse hoje que está em situação de assegurar que a criança inglesa desaparecida quinta-feira à noite terá sido raptada.
Segundo este responsável, todos os caminhos apontam para um crime de rapto da criança de três anos que desapareceu do seu quarto numa unidade turística na Praia da Luz, em Lagos.
Em conferência de imprensa, realizada hoje à porta das instalações da PJ em Portimão, aquele responsável adiantou que a polícia «tem elementos que asseguram o rapto», acrescentando que este tipo de crime não é só para pedido de resgate, mas inclui também a prática sexual.
Sem especificar os elementos ou indícios na posse da PJ, Guilhermino Encarnação adiantou que tem tido várias informações e que só na sexta-feira recebeu cerca de 30 mil chamadas telefónicas, elementos esses que têm ser "checkados".
Contudo, o responsável da PJ assegurou que existe um «esboço» de um eventual suspeito, mas que se recusou a divulgar para «assegurar a vida da criança».
Apelou ainda a quem tenha a criança que «a devolva tal como ela está porque ainda está a tempo».
150 homens na investigação
Guilhermino Encarnação assegurou que as buscas têm sido incessantes desde o desaparecimento da criança, quinta-feira à noite, mantendo-se com cerca de 150 homens da GNR, PJ (incluindo elementos da polícia científica), Polícia Marítima, PSP, Bombeiros e Serviço Nacional de Protecção Civil.
O perímetro de acção da polícia foi também alargado, para aproximadamente três quilómetros.
O responsável da PJ assegurou, e respondendo às críticas que têm sido feitas por órgãos de informação britânicos, que a polícia portuguesa iniciou cerca de 15 minutos depois de ter sido comunicado o desaparecimento da criança as buscas para a tentar encontrar.
O director nacional adjunto contrariou assim o que foi dito por amigos do casal, assegurando que a investigação tem decorrido ininterruptamente.
Guilhermino Encarnação acrescentou que a Polícia Judiciaria está a trabalhar conjuntamente com a Europol, Interpol, Polícia Britânica e outras entidades europeias que dispõem de elementos que podem ajudar a detectar a criança.
O responsável afirmou não ter havido qualquer contradição ou suspeita que relacionasse o desaparecimento com os pais da menina, criticando alguns órgãos de informação por avançarem com notícias que podem «desestabilizar» o caso.
De acordo com Guilhermino Encarnação, assim que se soube do desaparecimento, a PJ fez chegar a aeroportos europeus a informação e dados que possam identificar a menina.
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