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PJ admite precipitação no caso Madeleine McCann
publicado em 2008-02-02 13:32:37
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O director nacional da Polícia Judiciária, Alípio Ribeiro, considerou ontem que houve "precipitação" na constituição de Kate e Gerry McCann com arguidos no processo do desaparecimento, no Algarve, da sua filha Madeleine.
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Em entrevista ao programa Diga Lá Excelência, uma colaboração da Rádio Renascença e PÚBLICO, que amanhã será publicada, Alípio Ribeiro assegurou também que o Ministério da Justiça nunca lhe deu qualquer instrução relativamente à investigação de algum processo criminal, desmentindo, assim, acusações feitas ontem à noite pelo bastonário da Ordem dos Advogados. Alípio Ribeiro rejeitou todas as acusações feitas por Marinho Pinto sobre a dependência da polícia criminal relativamente ao poder político.
O responsável disse concordar que a PJ dependa organicamente do Governo, à semelhança do que acontece com outras polícias, mas assegurou que não há interferência política na orientação que é dada às investigações.
Depois de na semana passada ter denunciado a existência de corrupção na hierarquia do Estado, o recém-eleito bastonário da Ordem dos Advogados referiu-se ontem a problemas graves na investigação criminal em Portugal, tecendo duras críticas à Polícia Judiciária. Durante uma entrevista na RTP, Marinho Pinto sustentou que algumas detenções efectuadas no âmbito do processo Casa Pia visaram "decapitar o Partido Socialista, responsabilizando a PJ por estes actos".
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