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As buscas de hoje resultaram de uma denúncia de uma jornalista britânica, Gaynor de Jesus, do "Sunday Mirror", que estranhou o comportamento do homem durante os primeiros dias de investigação. De acordo com a repórter, o dono da casa quando se referia às buscas dizia sempre que «já era tarde de mais ou que Madeleine já estaria em Espanha». Por outro lado, acrescentou Gaynor de Jesus, o indivíduo apresentou-se várias vezes aos jornalistas como porta-voz da família McCann, o que não correspondia à verdade. «Estranhei que ele não falasse muito da menina, mas sobretudo do que a polícia andava a fazer e do andamento da investigação», contou a repórter do "Sunday Mirror", que transmitiu as suspeitas às autoridades portuguesas. A mãe do indivíduo montou há dias uma banca de recolha de depoimentos sobre o desaparecimento da menina de quatro anos, com o argumento de que pretendia recolher testemunhos de pessoas que, por qualquer razão, tivessem medo de contactar com as autoridades. O início das buscas nesta casa foi marcado por uma correria dos jornalistas portugueses e estrangeiros que estavam no "Ocean Club", o complexo turístico da Praia da Luz (Lagos) de onde desapareceu a menina de quatro anos, aguardando o depoimento do embaixador britânico. A GNR montou um apertado esquema de segurança em redor da casa e vedou o acesso ao quarteirão. Uma fonte da PJ revelou, entretanto, que ao fim desta tarde três pessoas começaram a ser inquiridas no Tribunal de Instrução Criminal (TIC) de Portimão no âmbito das investigações, mas «não há neste momento qualquer detenção». Notícias relacionadas:
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