|
|
PJ traça perfil de Kate com o diário
publicado em 2007-09-13 10:52:48
|
|
O diário de Kate McCann apreendido, no início de Agosto, pela Polícia Judiciária na vivenda Vista Mar na Praia da Luz, perto de Lagos, e alugada pelos pais de Madeleine, já não será de grande utilidade para a investigação neste momento. Terá sido uma das pistas usadas pela polícia para ajudar os investigadores a traçar o "perfil psicológico" da mãe da criança inglesa, nomeadamente ao nível da sua relação com os filhos, marido e outros familiares, além de amigos. E o seu grau de perturbação com o desaparecimento da filha.
|
|
Segundo apurou o DN, a PJ fotocopiou várias páginas desse diário quando o apreendeu, na altura dos depoimentos de Kate. Essas fotocópias estão em poder do juiz de instrução criminal do Tribunal Judicial de Portimão, a fim de poder ser validada a apreensão. É que o diário em causa é, tal como a correspondência particular, considerado um documento inserido no âmbito da "intimidade e privacidade" de uma pessoa.
Ao que o DN apurou, a investigação irá incidir ainda no carro dos McCann: vão ser efectuadas perícias ainda mais detalhadas dos que as que foram feitas e, provavelmente, o seu interior será desmantelado. Mas estas perícias poderão só ser realizadas depois da chegada da totalidade das análises, que, garantem fontes ligadas ao processo, ainda não chegaram.
A Polícia Judiciária (PJ) aguarda pela emissão de mandados judiciais para realizar novas diligências com vista à descoberta do cadáver. A área junto à Igreja de Nossa Senhora da Luz é um dos alvos já sinalizado pelos investigadores.
O DN sabe que a PJ questionou trabalhadores da empresa responsável na Praia da Luz, no sentido de apurar "que valas estavam abertas em ruas junto à Igreja na altura do desaparecimento" da criança. Ao que foi possível apurar, as valas tinham "40 centímetros de profundidade e o terreno em baixo é rochoso". A zona foi coberta por cimento, calcetada e passada por um cilindro após a conclusão de trabalhos de renovação do sistema de colectores de esgotos, redes de água, electricidade e telefones. "Não vimos nada de anormal quando tapámos as valas", garantiram, na altura, à PJ os trabalhadores das obras. Existiam, no entanto, valas mais profundas na zona circundante à igreja.
O juiz que detém o processo, Pedro Anjos, já julgou alguns casos com crianças e tem fama de ser muito duro.
Notícias relacionadas:
Não existem comentários a esta notícia.
|
|
|
|