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Planta do tabaco poderá ser futura vacina contra a SIDA
publicado em 2006-03-18 17:13:46
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Cientistas da Universidade de Londres e da Universidade de Warwick, no Reino Unido, afirmam ter conseguido obter uma molécula que poderá ser utilizada em plantas do tabaco como vacina para o Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH).
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De acordo com os resultados de uma experiência, realizada por investigadores da Universidade de Londres e da Universidade de Warwick, no Reino Unido, e publicados no jornal científico Plant Biotechnology Journal, a planta do tabaco geneticamente modificada resulta numa molécula que poderá vir a ser utilizada como vacina contra o VIH e prevenir a SIDA.
Através do método de fusão para criar novas moléculas, os cientistas descobriram uma forma de levar as plantas a produzirem mais antigenes, necessários para a produção de vacinas. Patrícia Obregon, uma das investigadoras deste estudo, está a desenvolver uma pesquisa sobre a p24 do VIH, uma proteína que é essencial para a activação do sistema imunitário em resposta ao VIH e que os cientistas acreditam que poderá vir a ser um dos componentes essenciais numa futura vacina contra a SIDA.
Embora os cientistas saibam, há já muito tempo, que as plantas podem ser utilizadas para produzir moléculas para vacinas, tinham surgido muitas dificuldades em conseguir níveis adequados de expressão da proteína. Agora, a equipa de investigadores descobriu que "o antigene VIH-1p24 produzido desta forma, extrai uma resposta imune apropriada em ratos de laboratório", pode ler-se no Plant Biotechnology Journal.
Os cientistas indicam que dois genes foram envolvidos na experiência: "primeiro o ADN complementar (cADN) codificou uma extensão completa da proteína p24 do VIH que foi clonado para o vector de expressão pMON530 da planta (pVIHp24)", explicam os próprios no artigo. E acrescentam: "ao mesmo tempo, um fragmento humano IgA contendo os domínios principais da cadeia a2 e a3 foi subclonado em estrutura para o terceiro final da sequência codificando a proteína p24 VIH-1 (p24/a2-a3) no vector pMON530".
Através desta fusão, os investigadores conseguiram obter níveis adequados de expressão da proteína, o que pode representar "o primeiro passo numa estratégia para desenvolver novas vacinas com propriedades imunológicas melhoradas". Os especialistas do Reino Unido acreditam ainda que esta será uma forma de produzir vacinas contra o VIH/SIDA em maior quantidade e a menores custos, as quais poderão vir a ser utilizadas nos países subdesenvolvidos, onde a doença tem a sua maior expressão.
Links relacionados: Plant Biotechnology Journal - estudo (.pdf)
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