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Polícias prometem protestos contundentes
 publicado em 2008-03-26 10:41:37

Os profissionais de polícia prometem protestos «mais contundentes» caso as suas reivindicações sobre o direito à greve não forem aceites. O presidente da ASPP/PSP diz que a petição que será apresentada no parlamento acontece porque o Governo não respeita a lei sindical.
Polícias prometem protestos contundentes
A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia garante que caso as suas reivindicações no tocante ao direito à greve não sejam aceites os protestos dos agentes da PSP vão subir de tom.

No dia em que a ASPP/PSP entrega uma petição no parlamento neste sentido, o presidente desta associação explicou que isto apenas acontece porque o «Governo não respeita a lei sindical relativamente à negociação colectiva».

«Por outro lado, tem desvalorizado as acções de luta. Fomos empurrados a fazer esta petição a exigir o direito de greve», acrescentou Paulo Rodrigues, em declarações à TSF.

Paulo Rodrigues frisou ainda que «se o Governo não mudar a atitude com os sindicatos em matéria de negociação e se a Assembleia da República entender que a polícia não deve ter este direito é evidente que nos vão empurrar para algumas formas de luta mais contundentes que não agradam nem à polícia, nem ao Governo».

A ASPP/PSP entregou esta petição assinada por 4776 pessoas no final de Dezembro de 2007 exigindo que a questão fosse debatida no parlamento, o que acontecerá esta quarta-feira.

A associação pediu ainda aos grupos parlamentares que «votam em consonância uma alteração à Constituição que permita a inclusão do direito à greve na lei sindical» da PSP.

No entanto, a actual lei diz que a matéria constante de uma petição não é sujeita a votação pelo Parlamento, a não ser que a comissão parlamentar qua a examina ou um deputado, a título individual, tomarem a iniciativa de fazer acompanhar o documento de um projecto de resolução.




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