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Portugal disponível para participar em força da ONU
publicado em 2006-07-23 11:37:28
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O governo português manifestou a disponibilidade para analisar os termos de uma participação portuguesa numa força internacional de paz mandatada pela ONU para pôr cobro à crise humanitária no Líbano.
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Segundo uma informação à imprensa divulgada, este sábado, pelo ministério dos Negócios Estrangeiros português, esta força também terá como objectivo assegurar a estabilização da situação no Médio Oriente.
Além da participação portuguesa na força internacional de paz para o Médio Oriente, o governo português está a avaliar «as possíveis modalidades de uma contribuição para as diversas acções de assistência humanitária desencadeadas pela comunidade internacional», refere ainda o comunicado.
O comunicado refere que o governo continua a acompanhar «com a maior preocupação» os desenvolvimentos no Médio Oriente e que «a complexidade da crise exige o empenho total da comunidade internacional e uma resposta coesa da UE».
O governo reitera os termos das conclusões adoptadas pelo Conselho da União Europeia a 17 de Julho e apoia totalmente os esforços diplomáticos enviados pela presidência finlandesa da UE e pelo Alto Representante, Javier Solana, afirma o comunicado.
Além de condenar os ataques do Hezbollah a Israel e o rapto de dois soldados israelitas, o Conselho da UE pediu a libertação incondicional destes e a cessação de todos os ataques a Israel.
«A UE recorda a necessidade do Estado libanês de recuperar a soberania em todo o seu território nacional» e de tudo fazer para prevenir ataques deste tipo, referem as conclusões do Conselho da UE, que também apelou para o cumprimento total das resoluções 1559 e 1680 do Conselho de Segurança da ONU.
Estas resoluções incluem a dissolução e desarmamento de todas as milícias libanesas e não libanesas e o respeito pela soberania, unidade, integridade territorial e independência política do Líbano.
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