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O mais recente desafio tecnológico no que à produção de electricidade diz respeito coloca-se ao nível do aproveitamento da força do mar. Portugal vai ser o primeiro país a nível mundial a implementar uma plataforma comercial de aproveitamento das ondas do mar para gerar energia. Para além do projecto na Ilha do Pico, também a Póvoa de Varzim contará com um mega-empreendimento resultante da parceria firmada entre a empresa escocesa Norsk Hydro e a Enersis, do grupo Semapa, uma das principais produtoras energéticas no segmento das mini-hídricas. O complexo inclui a construção em linha de tubos cilíndricos, que deverão fornecer electricidade a 1.500 casas a partir de 2006. Segundo noticia a "New Scientist", a chamada Ocean Power Delivery (OPD) Pelamis P-750 será construída a cerca de 3 quilómetros a norte da costa da Póvoa de Varzim. Portugal deverá ter mais duas instalações de energia a partir das ondas do mar (uma possivelmente em Aveiro), com capacidade para gerar 2.25 megawatts. A OPD da Póvoa é uma unidade metálica, composta por três geradores de energia cilíndricos semi-submersos. A energia produzida por estes geradores será, posteriormente, canalizada para cabos existentes no mar, que a "reencaminham" para a central energética.
«Se tudo correr como previsto, vão ser implementadas futuras unidades em toda a costa [portuguesa], que deverão produzir milhares de megawatts» de energia a partir das ondas do mar, explicou à New Scientist, fonte da Norsk Hydro. Richard Yemm, administrador-gerente da OPD, salientou que, com este novo empreendimento comercial de energia renovável, o nosso país deverá «dar um passo decisivo no desenvolvimento do seu mercado [energético], que pode vir a render mil milhões de euros nos próximos 10 anos» . De recordar que, antes da instalação da central no norte de Portugal, foi construído um protótipo similar, nas ilhas Orkney, na costa norte da Escócia. Estão previstas futuras instalações do mesmo calibre no Reino Unido. A título de curiosidade, o sistema de produção de energia recorrendo às ondas foi inventado por um português, Virgílio Preto, tendo sido primariamente utilizado para funcionar em molhes portuários. Notícias relacionadas:
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Comentário: É realmente uma pena que Portugal com 780 kilometros de costa não aproveite essa riqueza, mas esse processo é o que está na Ilha do Pico, mas esse não deu nada.Façam qualquer coisa no mar que mexa, uma jangada , um batelão um barco grande,qualquer coisa pesada, e aproveitem esse movimento que pode ser ampliado até onde se quiser, esse movimento segue atravez de dois cabos (para aproveitar o movimento descendente e ascendente) de aço inox por cima de rolamentos (género tapete rolante)até ao edifício onde estão os alternadores e os sistemas de sincronismo. Funciona mesmo, já experimentei como roda de bicicleta e esta acoplada a um dinamo de bicicleta dava luz. Cumprimentos