|
Anualmente, os portugueses passam 15 milhões de dias de baixa devido às doenças respiratórias, que custam ao Estado 1800 milhões de euros por ano. Segundo o relatório preliminar do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), divulgado pela agência Lusa, as doenças respiratórias são responsáveis por cinco milhões de consultas e 1,8 milhões de idas às urgências do Serviço Nacional de Saúde (SNS). O relatório, que será apresentado na Ordem dos Médicos, revela ainda que o número de portugueses com incapacidade de longa duração por doença respiratória estima-se em 100605 e que esta é a terceira causa deste tipo de incapacidade. Sobre a tuberculose, os níveis de incidência detectados pelo estudo «colocam Portugal na cauda dos países da Europa Ocidental». Só em 2004 foram notificados em Portugal 3805 casos de tuberculose, com a doença a caracterizar-se por uma «marcada assimetria distrital, com apenas três distritos - Porto, Lisboa e Setúbal - a notificarem 64,4 por cento (2.262) do número total de casos novos». Estes valores sugerem aos autores do relatório que nestes distritos existe «não só graves problemas sócio-sanitários ligados aos principais grupos epidemiológicos, como também insuficiências na estrutura organizativa de combate à doença». Sobre o cancro do pulmão, o relatório indica que a incidência deste carcinoma continua a aumentar em Portugal (0,5 por cento ao ano), em paralelo com o aumento do consumo de tabaco. Os dados indicam que entre 85 e 90 por cento dos indivíduos com cancro do pulmão têm uma história de exposição directa ao tabaco. Por seu turno, a asma brônquica revela-se uma das principais doenças respiratórias em Portugal, afectando 4,48 por cento dos portugueses, com maior incidência nas faixas etárias da escolaridade e produtivas. Notícias relacionadas:
|
||||||||||||||||||||||||||||




Não existem comentários a esta notícia.
