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Quase 90% dos docentes apoiam entendimento com Ministério
publicado em 2008-04-16 15:12:15
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Quase noventa por cento dos cerca de 50 mil professores que foram consultados terça-feira pelos sindicatos apoiaram o entendimento alcançado com o Ministério da Educação (ME) no âmbito da avaliação de desempenho, revelou esta quarta-feira a plataforma sindical de docentes.
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Em conferência de imprensa, Mário Nogueira, porta-voz da plataforma que reúne todos os sindicatos do sector, adiantou que a moção que previa a ratificação do entendimento estabelecido com a tutela foi discutida em mil agrupamentos de escolas, tendo sido aprovada em 89 por cento dos estabelecimentos de ensino.
Com estes resultados, os sindicatos assinam quinta-feira uma declaração conjunta com o ME, na qual se estabelece que a avaliação avança este ano lectivo apenas para os professores contratados e para os docentes dos quadros em condições de progredir de escalão, baseando-se exclusivamente em quatro critérios, aplicados de forma uniformizada em todas as escolas.
A ficha de auto-avaliação, a assiduidade, o cumprimento do serviço distribuído e a participação em acções de formação contínua, quando obrigatória, serão os únicos parâmetros a ter em conta, sendo que as classificações de "regular" e "insuficiente" só terão efeitos negativos na carreira se forem confirmadas na avaliação realizada no próximo ano lectivo.
«Este entendimento não resolve os problemas da Educação, mas permite resolver alguns problemas concretos, no imediato. É pouco, mas desbloqueia a situação e, sobretudo, é a primeira vez em três anos que há alguma coisa», afirmou Mário Nogueira, salientando que foram conseguidos alguns «ganhos» e «mecanismos de protecção» dos docentes, no âmbito desta avaliação de desempenho.
A consulta organizada terça-feira relativa à avaliação de desempenho contou com a presença de cerca de 50 mil professores, o que corresponde, aproximadamente, a um terço dos profissionais da classe.
No encontro com os jornalistas, a plataforma sindical reiterou diversas vezes que este memorando de entendimento «não é nenhum acordo com o Governo», uma vez que se mantêm divergências profundas quanto à política educativa do Executivo socialista, nomeadamente no que diz respeito ao novo Estatuto da Carreira Docente e ao próprio modelo de avaliação, que classifica de «burocrático e injusto».
Por isso, o porta-voz da plataforma sublinhou que «não vai acabar a luta» e que apesar de posto de parte o recurso à greve os sindicatos vão manter os protestos regionais agendados para todas as segundas-feiras à noite, «contra a política educativa do Governo».
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