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"Quero encontrar Madeleine viva", diz investigador espanhol
publicado em 2007-06-09 13:26:06
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O homem que garante conhecer o "mais forte suspeito" do rapto de Madeleine já foi contactado telefonicamente pela polícia espanhola, pela família McCann e pela Polícia Judiciária. António Toscano, jornalista residente em Valência, Espanha, afirma contudo não ter ainda revelado a identidade do homem em causa às autoridades, aguardando pelo agendamento de um encontro pessoal com a PJ e com a família McCann.
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Este free lancer, actualmente a colaborar com o diário "El Mundo", diz ser necessário ter cautela com a libertação de informação, neste momento, admitindo trabalhar como um polícia. "Não estou à procura de um cadáver. Quero encontrar Madeleine viva", refere, reclamando que a PJ e a família McCann o deixem entrar no círculo da investigação.
"Quero ir ao Algarve. Há três peças que me faltam. Mas tenho que ter a certeza de que a PJ e a família McCann vão colaborar comigo, disponibilizando todos os elementos", diz. Na sua opinião, o rapto foi premeditado com "muitos meses de antecedência, ainda no Reino Unido", por um cadastrado que trabalha para redes de pedofilia. "A PJ e os McCann têm de compreender que esta é a única pista fiável, nesta altura", conclui.
Assumindo-se como um especialista em questões de pedofilia, António Toscano sublinha que o seu passado, como investigador, está repleto de êxitos. "Em 15 desaparecimentos de menores que investiguei, 14 tiveram sucesso", salienta.
O primeiro contacto entre Toscano e as autoridades ocorreu na quarta-feira da semana passada, quando recebeu um telefonema da polícia espanhola. Depois disso, o jornalista afirma ter sido abordado, também telefonicamente, na sexta-feira e na terça-feira passadas, por Olegário Sousa, o porta-voz da PJ para o caso Madeleine.
Olegário Sousa limitou-se a adiantar ontem ao PÚBLICO que a pista de António Toscano "está a ser avaliada pelas chefias da investigação".
Quem também se interessou pelo trabalho de Toscano foram os McCann. Clarence Mitchell, assessora dos pais de Madeleine, foi a primeira a questioná-lo. Seguiram-se, já neste sábado, "dois espanhóis que representam o casal britânico".
De todos eles, António Toscano escondeu o essencial (o nome do suspeito), mas revelou boa parte dos passos da sua investigação, "iniciada há três semanas".
O jornalista contou que, uma semana após o desaparecimento de Madeleine, uma fonte lhe telefonou relatando uma conversa suspeita, mantida num bar de Sevilha, dias antes do desaparecimento da criança. Este bar, de nome Arnie, ficou célebre por ser o ponto de encontro de um grupo de pedófilos julgados em meados dos anos 90.
O interlocutor da sua fonte afirmara que iria para o Algarve ter com "amigos". Toscano pôs-se então no terreno e descobriu que o homem em causa era seu conhecido de outras investigações de redes de pedofilia. "Não é português, não é espanhol, não é inglês", assevera o investigador, adiantando que se trata de uma "pessoa que trabalha muito bem" e que já foi sentenciada, na Europa, por crimes ligados à pedofilia.
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