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Recorde-se que a primeira proposta da PT Comunicações foi recusada pelo regulador que considerou não estarem salvaguardadas margens de operação para os operadores concorrentes, que assentam a sua oferta ADSL na infra-estrutura da PT. As alterações agora propostas devem garantir aos ISPs uma margem 20 por cento acima da que existia para a classe de velocidade de 512 Kbps, refere a Anacom. De acordo com um comunicado, a PTC tem dez dias para introduzir as alterações aos preços com agregação ATM e passar a aceitar de forma gratuita os pedidos dos prestadores de serviços para alterações de débito nas classes 2, 4, e 8 Mbps, independentemente do modo de agregação. O mesmo documento indica que esta nova proposta da PTC reduz o preço do acesso local da classe 0 (512 kbps / 128 kbps), de 16 para 14,25 euros. Na classe 11 (2 Mbps / 128 kbps) essa redução é de 17 para 14,5 euros e na classe 12 (4 Mbps / 256 kbps) estão contempladas reduções de 19 para 16,5 euros. Finalmente na classe 14 (8 Mbps / 384 kbps) os preços cobrados passam de 25 para 24 euros. Face à primeira proposta apresentada pela PT no passado dia 19 de Abril existem mais algumas diferenças, mas que foram introduzidas pela própria operadora quando reviu a proposta grossista. Num primeiro momento a PT impunha que qualquer classe de acesso local que fosse introduzida no modo de agregação IP fosse também disponibilizada com agregação ATM, pretendendo ainda que os ISPs não tivessem a possibilidade de descontinuar a velocidade de 512 kbps, caso entendessem. O comunicado do regulador explica que os preços "de retalho do Grupo PT e os custos grossistas dos outros operadores na oferta de 2 Mbps, que se julga vir a ser a oferta com maior proporção de clientes, é cerca de 20 por cento superior à margem que os prestadores obtinham na anterior oferta 512 kbps". Uma afirmação que a Oni já desmentiu em comunicado onde expressa o descontentamente em relação à nova proposta da PT Comunicações. Oni desencantada Tendo em conta este cálculo, a operadora alega que a conclusão do regulador "relativa à inexistência de esmagamento de margens...assenta em considerações especulativas sobre os níveis de utilização dos novos acessos a 2 Mbps". A empresa sublinha ainda que a largura de banda no acesso agregado "é superior em 60 por cento aos preços de serviços idênticos com conectividade IP a nível internacional", considerando por isso insuficientes as alterações introduzidas pela Anacom. A operadora mostra-se ainda indignada com os prazos estabelecidos pelo regulador para a entrada em vigor da nova oferta grossista da PT (10 dias) considerando que estão afastadas todas as hipóteses de reacção por parte dos concorrentes. Notícias relacionadas:
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