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Revelações «bombásticas» não se referem a "caso" Sócrates
publicado em 2007-04-18 10:22:04
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A Universidade Independente afirmou que as revelações «bombásticas» que fará na conferência de imprensa desta quarta-feira não se relacionam com o caso da licenciatura de José Sócrates. Contudo, este caso será abordado.
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A Universidade Independente confirmou que a conferência de imprensa marcada para esta quarta-feira não fará grandes revelações sobre o caso que envolve a licenciatura de José Sócrates, muito embora tenha garantido que o tema será abordado.
«Como consideramos abusiva a controvérsia gerada pela multiplicação de documentos concernentes à licenciatura do primeiro-ministro na UnI, este será um dos assuntos abordados na Conferência, com o objectivo de excluir todas as dúvidas sobre a formação académica deste nosso antigo aluno», afirmou a direcção da UnI em comunicado.
Neste documento, a universidade adianta ainda que «o alegado teste de inglês recentemente publicado num órgão de comunicação social, comprovará a sua condição de trabalhador-estudante».
Este comunicado referia-se a uma notícia do semanário Expresso onde se dizia que um alegado teste da cadeira de Inglês Técnico da Universidade Independente elaborado por José Sócrates com data posterior à data de conclusão do curso que consta em dois certificados de habilitações.
A conferência de imprensa desta quarta-feira deveria ter acontecido na terça-feira, mas a universidade decidiu adiá-la por causa da impossibilidade «de cruzar dados recolhidos» e de «obter novos dados académicos de alunos da UnI», entre os quais os que se referem ao primeiro-ministro, José Sócrates.
Este estabelecimento de ensino salientou ainda a sua «preocupação em averiguar com o maior rigor todas as declarações e certificados a emitir por solicitação dos alunos».
Para a Universidade Independente, «a actual direcção da SIDES não é alheia à urgência e informação pública» quer dos procedimentos em vigor na universidade, quer das conclusões a que possa chegar.
Este adiamento foi também justificado como «compromisso assumido no convite» ao primeiro-ministro e ao ministro do Ensino Superior, Mariano Gago, para estarem presentes ou fazerem-se representar.
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