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Robert Murat em liberdade por falta de provas
publicado em 2007-05-15 22:47:37
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Numa conferência de imprensa sobre o andamento das investigações ao desaparecimento da criança britânica Madeleine, em Lagos, a Polícia Judiciária acaba de revelar que Robert Murat não ficou detido porque não foram recolhidas provas suficientes.
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Olegário Sousa, inspector-chefe da PJ, disse que ao longo do dia de ontem «realizaram-se cinco buscas a residências», na sequência das quais «foram apreendidos diversos materiais, propriedade do suspeito».
Sem referir qualquer nome, o inspector disse que «foi constituído arguido um indivíduo do sexo masculino com 33 anos de idade, residente na zona dos acontecimentos», acrescentando que o homem não foi detido por falta de prova.
Robert Murat tem 33 anos, vive com a mãe numa vivenda [Casa Liliana] a cerca de 100 metros do aldeamento de onde a criança desapareceu e levantou suspeitas nos dias que se seguiram ao rapto apresentando-se como tradutor da polícia e dos pais da menina e alinhando nas buscas.
Ontem, Murat foi constituído arguido e ficou sujeito a termo de identidade e residência.
Olegário Sousa não revela se a Judiciária já tem indicações seguras do que poderá ter acontecido à criança. O inspector-chefe da PJ assegura apenas que as investigações de ontem permitiram seguir uma pista forte.
«A Polícia Judiciária continua a investigar seguindo a linha de inquérito mais forte», ou seja, a que deu origem à constituição e um arguido.
Na conferência de imprensa, a PJ confirmou apenas que Robert Murat foi constituído arguido, sem explicar que tipo de suspeitas recaem sobre ele.
A televisão britânica Sky News conta que este suspeito está sob vigilância electrónica da PJ, provavelmente há mais de uma semana.
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