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Santana quer mais tempo para «formular juízo»
publicado em 2007-04-13 10:27:28
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Santana Lopes diz precisar de mais tempo para «formular um juízo» sobre a polémica que envolve o percurso académico de José Sócrates. O ex-primeiro-ministro assinalou ainda que nunca tinha sucedido um chefe de Governo ter «interrogado durante 38 minutos».
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Pedro Santana Lopes recusou comentar as explicações de José Sócrates sobre o seu percurso académico dadas numa entrevista à RTP e RDP, na quarta-feira, alegando que precisa de mais tempo para pensar.
«Por uma questão de respeito, preciso de alguma tempo para avaliar o que o primeiro-ministro disse. Preciso de mais tempo para formular um juízo», afirmou o antigo chefe de Governo, na quinta-feira, em declarações aos jornalistas, no Parlamento.
Considerando que esta matéria deve «ser tratada com pinças», Santana assinalou que «nunca aconteceu um primeiro-ministro ter sido interrogado durante 38 minutos», uma situação que diz ter «sido muito incómoda no plano de Estado».
Se o ex-primeiro-ministro se recusou a comentar as declarações de José Sócrates, Santana Lopes considerou que não foi precipitada a reacção de Marques Mendes à entrevista do actual chefe de Governo à RTP e RDP.
«O dr. Marques Mendes fez uma opção. Cada um tem os seus tempos de reflexão, os seus modos de reacção. O dr. Marques Mendes costuma ser uma pessoa ponderada, se seguiu essa via deve ter as suas razões», acrescentou.
Sobre a sugestão de Marques Mendes que defendeu uma investigação independente ao percurso de José Sócrates, Santana lembrou que «não foi concretizada a sugestão». «É uma questão em aberto», frisou.
Por outro lado, o antigo primeiro-ministro voltou a defender a tese de que José Sócrates deveria explicar a questão no Parlamento, uma ideia que tinha lançado no início da semana.
«Espero que no futuro, cada vez mais as questões sejam tratadas no Parlamento. Ao vê-lo naquela posição reforcei o que pensava. O Parlamento é o local próprio para tratar dessas matérias», concluiu.
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