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Seca extrema atinge 3/4 do país
 publicado em 2005-03-03 09:34:06

A falta de chuva está deixar o pais numa situação de seca extrema. Segundo o presidente do Instituto de Meteorologia, três quartos do país já se encontram nesta situação. A agricultura é dos sectores que mais sofre no imediato.
Seca extrema atinge 3/4 do país
O Presidente da República dedica a agenda desta quinta-feira à situação de seca que afecta o país. Jorge Sampaio vai visitar a companhia das lezírias em Santarém, reunindo-se depois com os presidentes do Instituto da Meteorologia (IM)e do Instituto da Água.

Em declarações à TSF, Adérito Serrão, presidente do IM, explicou que, nesta altura, três quartos do país está afectado pela seca severa e seca extrema.

«Neste momento, por comparação com 1981, altura em que as percentagens eram sensivelmente idênticas às verificadas nesta altura do ano, a seca extrema atinge mais de 30 por cento comparativamente aos vinte e poucos que teria em 81», explicou aquele responsável.

Um pouco por todo o país, a falta de chuva começa a fazer-se sentir, em particular na agricultura, e as previsões não apontam para chuva.

No Algarve, o principal problema prende-se com a cultura dos citrinos e com a previsível falta de capacidade das reservas de água para aguentar as regas do Verão, caso não chova brevemente.

Em Trás-os-Montes, a falta de pastagens, devido à ausência de chuva, tem obrigado os agricultores a comprarem rações para alimentar o gado.

Dinis Cordeiro, presidente da Associação de Criadores de Ovinos da Terra Quente, diz que já existem criadores com graves problemas financeiros e obrigados a recorrer à banca.

No Alentejo, a falta de chuva e de pastagens também se faz sentir. Entrevistado pela TSF, Sebastião Rodrigues, agricultor em Serpa, pensa que estão criadas as condições para um dos piores anos agrícolas de sempre.

«Estamos com esperança na Primavera mas se não chover então ´+e um ano para esquecer e dos piores.», avançou, lembrando que apenas as searas plantadas em terrenos de barro poderão ter alguma sorte. «de resto, está praticamente tudo perdido», concluiu.




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