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Seis detidos em acção da Greenpeace
publicado em 2005-03-23 05:16:39
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Seis pessoas estiveram, esta terça-feira, detidas durante cerca de duas horas no porto de Leixões quando tentavam impedir o descarregamento de madeiras preciosas provenientes do Brasil, numa acção da organização ambientalista Greenpeace.
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Numa operação espectacular ao estilo da organização internacional, activistas da Greenpeace e da Quercus tentaram bloquear a entrada do navio no porto, primeiro com «escudos humanos» e depois com botes.
No entanto, os objectivos não foram alcançados porque o navio começou a descarregar a madeira que os activistas dizem ter sido cortada de forma ilegal e os ambientalistas ainda viram seis dos seus apoiantes detidos.
Os seis activistas acabaram por sair em liberdade cerca de duas horas depois, garantindo um dos participantes que os activistas foram «muito bem» tratados pela Polícia Marítima.
Ainda assim, um dos responsáveis da Greenpeace, quando deu por terminadas as operações, às 19:05, considerou que «a causa já estava suficientemente publicitada».
As tentativas para travar a entrada no porto de Leixões do «Skyman», navio carregado de madeira tropical proveniente da Amazónia, começaram às 17:00, quando alpinistas se suspenderam em Rappel na ponte móvel sobre a zona portuária de Leixões.
Como a acção não conseguiu travar a entrada do navio, com os bombeiros a conseguirem retirar os activistas, a Greenpeace optou por recorrer a dois botes pneumáticos, uma acção infrutífera também, já que por essa altura o navio começava já a descarregar a madeira.
O cargueiro «Skyman», de nacionalidade cipriota, já havia descarregado parte da madeira no porto de Villagarcia de Arosa, na Galiza, em Espanha, destinando-se a restante carga a Leixões.
A Greenpeace e Quercus dizem que Portugal, com 10 dos 480 milhões de habitantes da União Europeia, é responsável por 15 por cento do total de importações comunitárias de madeira em toro.
Entretanto, a Greenpeace já lançou o convite ao Governo português para que suba a bordo do navio.
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