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Sistemas de identificação biométrica ganham adeptos
publicado em 2006-05-09 09:26:08
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A utilização de sistemas de identificação biométrica e chips implantados no corpo está a ganhar apoiantes, contrariando as vozes críticas que alegam preocupações com a privacidade dos cidadãos.
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O tema tem levantado questões éticas e gerado preocupações com a segurança e privacidade dos cidadãos, mas um estudo de opinião sugere que estes estão, de um modo geral, receptivos à adopção dos sistema biométricos de identificação pessoal. Segundo uma pesquisa da consultora Unisys, a percentagem de indivíduos que considera a tecnologia um "método de verificação preferencial" cresceu 5 por cento, comparativamente a dados anteriores.
No âmbito deste estudo, foram inquiridos 1661 indivíduos, de várias nacionalidades. Apesar das preocupações de alguns activistas da privacidade e especialistas em segurança, que defendem que os sistemas biométricos são menos seguros, a opinião pública parece colocar em segundo plano estas preocupações. Cerca de 10 por cento dos entrevistados da região da Ásia-Pacífico defende inclusive o implante de chips no corpo, como vem aliás sendo prática em alguns países.
No que diz respeito à utilização de sistemas biométricos, a maioria dos entrevistados (83 por cento) considera como principal vantagem a comodidade de utilização. A segunda qualidade mais votada é a rapidez na identificação de indivíduos. O estudo indica que os norte-americanos são os principais apologistas da tecnologia (71 por cento), seguidos dos europeus (69 por cento) e asiáticos (68 por cento). A reduzida diferença percentual sugere que as pessoas estão, de um modo geral, receptivas à tecnologia, independentemente da sua cultura e localização geográfica.
Mais do que questionar o desenvolvimento de sistemas de identificação biométrica, os críticos defendem que é urgente definir quem faz a gestão do repositório de informação e quem pode aceder aos dados pessoais. De resto, a conveniência proporcionada pela tecnologia converte-a numa aposta para o futuro. Os passaportes biométricos, por exemplo, são já uma realidade na Alemanha, esperando-se a adopção progressiva do mesmo tipo de documentos em diversos países da União Europeia, entre eles Portugal, no decorrer do ano.
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