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Fonte da PGR contactada pela agência Lusa escusou-se a comentar as declarações do director nacional da Polícia Judiciária de que poderá ter havido precipitação na constituição como arguidos do casal McCann, remetendo uma decisão sobre o estatuto processual para a «altura certa». «A PGR não tem qualquer comentário a fazer à declaração do senhor director nacional da PJ. A situação processual dos pais da menina desaparecida será reapreciada na altura própria», disse à Lusa fonte do gabinete de Pinto Monteiro. O director nacional da Polícia Judiciária, em entrevista ao programa «Diga lá Excelência», da Rádio Renascença/RTP2, disse que poderá ter havido precipitação na constituição como arguidos dos pais da menina inglesa desaparecida de um aldeamento turístico do Algarve em Maio de 2007. «Neste momento, a esta distância, com a experiência que tenho de magistrado do Ministério Público (...), talvez devesse ter havido outra avaliação, sobre isso não tenho dúvidas«, afirmou Alípio Ribeiro, em entrevista ao programa «Diga Lá Excelência», da Rádio Renascença, numa parceria com o diário Público e com a RTP 2, conduzida pelos jornalistas Celso Paiva e Paula Torres de Carvalho. Após as declarações de Alípio Ribeiro, o porta-voz dos McCann defendeu que as autoridades portuguesas devem retirar o estatuto de arguidos ao casal. O advogado português do casal McCann escusou-se a comentar a afirmação do director nacional da Judiciária, mas afirmou que «regista» o comentário de Alípio Ribeiro. Por seu turno, o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP) criticou hoje que responsáveis de organizações da Justiça violem o Dever de Reserva ao falarem sobre processos pendentes, como os casos «Maddie» ou «Casa Pia». Também o catedrático e comentador político Marcelo Rebelo de Sousa reagiu, afirmando que as declarações de Alípio Ribeiro são «gravíssimas» e que «mataram a investigação da Polícia Judiciária» neste caso, em que os pais são suspeitos de envolvimento no desaparecimento da menina. Na entrevista, Alípio Ribeiro ressalvou que, como director da PJ, não podia legalmente dar ordens na constituição como arguidos de Gerry e Kate McCann, pais da criança desaparecida a 3 de Maio de um empreendimento turístico da Praia da Luz, no Algarve. Alípio Ribeiro assegurou também que o Ministério da Justiça nunca lhe deu qualquer instrução relativamente à investigação de algum processo criminal. Notícias relacionadas:
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