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Sócrates diz que manter Portela é «tecnicamente» impossível
publicado em 2007-05-31 19:28:51
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O primeiro-ministro afirmou esta quinta-feira, no Parlamento, que se fosse possível manter o aeroporto da Portela «essa era a melhor solução». No entanto, José Sócrates invocou as conclusões dos especialistas consultados pelo Governo para rejeitar essa hipótese.
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«Se fosse possível manter a Portela, essa era desejavelmente a solução. Eu também acho que era bom manter a Portela, o problema é que isso não é possível», afirmou José Sócrates, no debate mensal no Parlamento, em resposta ao líder do CDS-PP Paulo Portas.
Recordando que o Presidente da República pediu mais debate sobre esta matéria no Parlamento, Portas centrou toda a sua intervenção no futuro aeroporto internacional, colocando quinze questões ao primeiro-ministro, entre as quais a razão do Governo afastar a hipótese de combinar a Portela com um outro aeroporto médio.
«Se se melhorar a capacidade da Portela, se se retirar para um aeroporto médio os voos "low cost", "charters" e aviação particular, por exemplo para a base do Montijo, teremos ou não uma solução mais rápida e muito mais económica que a Ota?», questionou Paulo Portas.
Na resposta, Sócrates acusou o líder do CDS de demagogia e salientou que a decisão de construir o novo aeroporto na Ota «foi tomada em 1999» e apoiada por todos os Governos seguintes, incluindo o executivo PSD/CDS-PP em que Paulo Portas era o número dois.
«Se faz tantas perguntas e tem tantas dúvidas tinha obrigação de, no anterior Governo, ter colocado essas dúvidas, feito essas perguntas e pedido esses estudos», criticou o primeiro-ministro.
Por outro lado, Sócrates sublinhou que o executivo PS colocou a três consultores internacionais a questão da viabilidade da manutenção da Portela.
«A resposta foi inequívoca: isso seria um erro, seria fazer duas infra-estruturas, seria duplicar custos de operação», frisou Sócrates, acrescentando que «em nenhuma cidade europeia foi possível construir um novo aeroporto a menos de 40 quilómetros» do anterior, por razões ambientais e urbanísticas.
Paulo Portas rejeitou as críticas de Sócrates, argumentando que o programa eleitoral do CDS em 2005 não previa a construção de um novo aeroporto mas «a optimização da Portela».
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