|
|
Sócrates garante que nenhum português quer abandonar país
publicado em 2006-07-15 22:30:44
|
|
O primeiro-ministro diz que nenhum dos portugueses a residir no Líbano mostrou vontade em sair do país. Apesar disto, José Sócrates confirmou que estão a ser criadas condições para que, «em qualquer emergência», possa haver uma retiradas dos portugueses do Líbano.
|
|
O primeiro-ministro assegurou, este sábado, que nenhum dos 22 portugueses a residir no Líbano manifestou vontade de abandonar o país, estando a ser criadas condições para a sua retirada de emergência.
À margem da apresentação de um programa de modernização industrial em Vidago, José Sócrates explicou que os portugueses que residem no Líbano foram «identificados há muitas semanas» e que foram contactados tendo todos preferido ficar.
«Os portugueses têm consciência da situação, mas compete-lhes decidirem se querem sair. O que compete ao Estado português é criar condições para que em qualquer emergência possam ser retirados rapidamente do Líbano. Essas condições estão a ser criadas há muito tempo», acrescentou.
O chefe de Governo português adiantou ainda que considera ser este o momento para que a diplomacia regresse à região, dado que o «Médio Oriente já mostrou há muitos anos que nenhuma solução militar pode vingar».
«O que é necessário é que ambas as partes retomem o diálogo e que possa haver uma solução diplomática para os problemas», disse Sócrates, que considerou que «o que está a acontecer é muito preocupante, com consequências muito negativas para todo o mundo».
Entretanto, o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas explicou que a situação está a ser acopmpanhada através do consul honorário no Líbano e da representação diplomática portuguesa na Turquia.
«Estamos permanentemente em contacto com a embaixada francesa, que é quem a coordenação de uma eventual evacuação dos portugueses», acrescentou António Braga à TSF.
O secretário de Estado confirmou que são 22 os portugueses na região e que todos os seus elementos de identificação foram comunicados à embaixada francesa.
«Temos como seguro que os portugueses não querem sair da zona e nessa medida estamos a acompanhar o evoluir da situação e se for o caso há condições para retirar os portugueses em segurança», adiantou.
António Braga confirmou ainda que dois luso-libaneses que se encontravam de férias no Líbano estão a abandonar o país pelos seus próprios meios através de Tripoli, a segunda cidade libanesa.
Notícias relacionadas:
Não existem comentários a esta notícia.
|
|
|
|