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Sócrates nega ter recebido tratamento especial
publicado em 2007-04-11 22:41:19
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O primeiro-ministro, José Sócrates, recusa ter sido objecto de qualquer tratamento de favor no ano lectivo em que frequentou a Universidade Independente (UnI), quer no plano de estudos, quer no processo de equivalências.
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Na entrevista conjunta à RTP e a RDP, conduzida esta quarta-feira pelos jornalistas José Alberto Carvalho e Maria Flor Pedroso, Sócrates disse que a polémica em torno das suas habilitações literárias não «fragilizou» as suas funções de primeiro-ministro.
José Sócrates afirmou que frequentou a UnI porque este estabelecimento de ensino superior privado tinha "regime pós-laboral", porque quis ter uma licenciatura em engenharia civil e porque «essa universidade tinha prestígio na altura».
«Não mudei do ISEL para a UNI para ter mais facilidades» em terminar o curso, referiu.
Numa das questões mais polémicas levantadas nas últimas semanas - o processo de equivalências que obteve entre o Instituto Superior de Engenharia de Lisboa (ISEL) e a Uni -, José Sócrates negou «a insinuação» de ter tido um tratamento de favor.
«É falso», respondeu, dizendo que, quando abandonou o ISEL, enviou um requerimento ao reitor da UNI, Luís Arouca, a pedir equivalências, tendo obtido resposta a 12 de Setembro de 1995, «quando era deputado da oposição» e não membro do primeiro Governo de Guterres.
Sócrates nega ter nomeado professor para cargo político
O primeiro-ministro negou ter recomendado o nome de António José Morais, que foi seu professor na Universidade Independente, para cargos de nomeação política no seu Governo e no de António Guterres.
Na entrevista à RTP1 e à Antena 1, o primeiro-ministro garantiu tertido sempre «uma relação de aluno-professor» com António José Morais, que ministrou quatro das cinco cadeiras que José Sócrates frequentou na UnI.
«Depois de terminada a licenciatura não tive com ele uma relação próxima», disse o chefe do Governo, reconhecendo no entanto tratar-se de um elemento do Partido Socialista.
Questionado sobre se teria tido influência na escolha do professor para cargos de nomeação política, tanto no governo de António Guterres, como no actual executivo, José Sócrates rejeitou o que considerou «uma insinuação maldosa».
«Nunca recomendei a nomeação do professor, nem ao meu colega Armando Vara [enquanto secretário de Estado da Administração Interna do governo de António Guterres], nem ao ministro da Justiça [Alberto Costa]. É uma insinuação maldosa que eu rejeito em absoluto», afirmou.
O primeiro-ministro admitiu ter assinado o despacho de nomeação de António José Morais, como o faz com os de todos os directores-gerais, mas apenas por proposta do ministro.
Sublinhou ainda que António José Morais «tem um nível de habilitações que o recomenda» para quaisquer funções de nomeação política, já que é licenciado em engenharia, mestre e doutorado em estruturas.
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