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Sonda europeia entra na órbita de Vénus
publicado em 2006-04-11 23:46:05
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Depois de uma viagem de 400 milhões de quilómetros que durou apenas cinco meses, a sonda europeia Venus Express acaba de chegar ao destino. O período mais crítico de aproximação da sonda à órbita de Vénus «foi um sucesso» , confirmou o director da ESA.
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Lançada em Novembro do ano passado, a sonda da Agência Espacial Europeia (ESA) - Venus Express - já entrou na órbita do segundo planeta do sistema solar.
Depois de percorridos 400 milhões de quilómetros em apenas cinco meses, a sonda conseguiu finalmente chegar ao seu destino final.
O sucesso de toda a operação culminou nos últimos dias, em especial esta segunda e terça-feira, durante os quais os cientistas da ESA procederam às sucessivas manobras de aproximação ao planeta 'irmão' da Terra.
O principal desafio parece ter sido ganho. A manobra crítica de Inserção na Órbita de Vénus (VOI) acabou por ser concretizada com sucesso, apesar de, à partida, os peritos saberem dos riscos e da extrema dificuldade em reduzir a velocidade da Venus Express relativamente ao planeta, para que esta fosse captada pela força gravitacional do corpo celeste. Mas só esta quinta-feira, a ESA poderá respirar de alívio, já que se trata do prazo limite da fase VOI.
Pela frente ainda existem muitos obstáculos a vencer. Desde logo, os especialistas do Centro de Operações Espaciais (ESOC) em Darmstadt, na Alemanha, têm de saber se todas as funções da Venus Express foram recuperadas, em especial o «reinício das comunicações com a Terra, e na ligação ascendente dos comandos a executar durante a primeira órbita (a chamada órbita de ?captura?)» , refere em comunicado a agência europeia.
Apesar de todos os riscos da missão, o optimismo é a palavra-chave na ESA. Gaele Winters, director da agência, é a expressão máxima do entusiasmo: «Correu tudo conforme planeado, sem dificuldades e com o máximo rigor» . «Está a ser um sucesso» , reconheceu à Reuters.

| Depois da missão Mars Express, a Venus Express é mais uma grande aposta dos cientistas europeus, incluindo portugueses, na exploração do espaço e na descoberta de novas pistas sobre as origens do Universo. Esta última operação, realizada por 14 países, visa estudar a atmosfera de Vénus composta essencialmente por dióxido de carbono e por nuvens de ácido sulfúrico. À superfície, é o planeta mais quente do sistema solar ? as temperaturas atingem os 842 graus Fahrenheit.
Dadas estas características extremas, o planeta continua a ser um enigma para a Ciência, em especial porque existem vozes concordantes com a possibilidade de ter existido vida naquele corpo celeste. Outro dado relevante e que servirá para estudo será a análise do "efeito de estufa" em Vénus. Os peritos esperam descobrir como se pode travar este fenómeno na Terra.
A Venus Express irá orbitar os pólos do planeta a uma distância de 250 a 66 mil quilómetros e procederá à recolha de informação.
A título de curiosidade, um dia em Vénus equivale a 243 dias na Terra, devido à lenta rotação do planeta. A pressão atmosférica é até 90 vezes maior que a do planeta Azul. Até hoje, nenhuma sonda conseguiu sobreviver a esta atmosfera, apesar das sondas russas entretanto enviados. Alguns destes componentes da antiga União Soviética, como a Venera 9, 13 e 14, conseguiram algumas conquistas significativas, acabando por retirar algumas amostras do solo e fotografar a superfície do planeta, antes de se derreterem.
Informação Adicional: Venus Express ESA Missão Venus Express Galeria de Imagens: Venus Express ESA Centro de Operações Espaciais (ESOC) Sondas enviadas a Vénus
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