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Na origem desta decisão, ao que o SOL apurou junto de fontes governamentais, está o atraso de três anos que Portugal tem face à Espanha. Em 2010, o pais vizinho inaugurará os troços Mérida/Badajoz e Pontevedra/Vigo que irão colocar o TGV nessas duas fronteira luso-espanhola, enquanto que o Executivo português só prevê concluir as linhas Lisboa/Caia com destino a Madrid e Porto/Valença com destino a Vigo em 2013. De forma a minimizar o tempo de espera, José Sócrates quer antecipar o mais possível o inicio da exploração dos respectivos troços transfronteiriços. As datas dependerão das respostas dos consórcios concorrentes à construção, exploração e manutenção do projecto português. O primeiro concurso a ser lançado, tal como o primeiro-ministro Sócrates fez questão de anunciar na última Cimeira Luso-Espanhola do passado fim-de-semana, será o de Poceirão/Caia no próximo mês de Junho. «Não podemos esperar toda a vida», afirmou o chefe de Governo português. O Executivo não quer perder a oportunidade de criar pólos de desenvolvimento nas estações intermédias do TGV o mais cedo possível, até para poder competir com as cidades do outro lado da fronteira. No caso da linha para Madrid, será Évora a beneficiada. É que, a exemplo de outras linhas em Espanha e França, as cidades atravessadas pelo TGV mudaram radicalmente o seu perfil de desenvolvimento. A proximidade que permite o comboio de alta velocidade cria oportunidades de negócio em várias áreas. Continue a ler esta notícia na edição impressa disponível nas bancas espalhadas por todo o país Notícias relacionadas:
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