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Em resposta aos jornalistas que o interrogaram em Chaves sobre o apelo do Presidente da República ao aprofundamento da análise custo-benefício dos grandes projectos, como o do TGV, Sócrates disse que o debate existe há 10 anos e vai continuar, mas que "Portugal não pode ficar de fora da rede de alta-velocidade de toda a Europa". "Isso seria um erro que o país pagaria caro em termos de competitividade e qualidade de vida", salientou José Sócrates. Para o primeiro-ministro, o avanço no projecto do TGV deve ser feito "com o ritmo apropriado, apostando desde já na ligação a Madrid também para transformar o território da Península Ibérica num território mais competitivo". José Sócrates, que falava durante a inauguração da Biblioteca Municipal de Chaves, disse que "já há um debate há cerca de 10 anos sobre esta questão e vai continuar no futuro". "O importante deste debate é que informa de modo claro todos os portugueses as vantagens e os custos que a rede de alta velocidade tem em Portugal", frisou. O Presidente da República defendeu na sexta-feira um debate e uma "profunda análise custo-benefício" sobre a "rentabilidade de grandes investimentos" previstos para o país, como o comboio de alta velocidade (TGV). Marques Mendes O líder do PSD, Marques Mendes, aplaudiu as declarações do Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva sobre a rentabilidade de grandes obras previstas para o país, como o TGV. "É uma atitude de bom-senso que merece ser acolhida", disse Marques Mendes, comentando a sugestão de Cavaco Silva. Em declarações à TSF quando participava, em Santa Maria da Feira, numa homenagem póstuma ao deputado social-democrata Manuel Oliveira, o líder social-democrata defendeu que "projectos como o TGV e a Ota podem significar rios de dinheiro, numa altura em que Portugal aperta o cinto, que não têm um contributo para a competitividade do país". "Fazer lindos equipamentos pode fazer com que Portugal tenha equipamentos mais modernos, mas não dá uma economia mais competitiva e, por isso, tenho vindo a apelar ao Governo no sentido de não seguir em frente com esses projectos", lembrou Marques Mendes. Notícias relacionadas:
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