|
|
TGV vai custar o dobro da OTA
publicado em 2005-12-07 12:12:53
|
|
O comboio de alta velocidade vai custar o dobro do aeroporto da OTA. O investimento previsto é superior a 7 mil milhões de euros e fonte governamental já fez saber que o Estado vai assumir integralmente os custos com as infra-estruturas.
|
|
De acordo com os estudos que o Governo se prepara para anunciar na próxima semana e que alguns jornais antecipam esta quarta-feira o investimento do Estado não é recuperável e os custos têm vindo a aumentar.
Em relação ao projecto inicial, apresentado em 2003, a estimativa de custo nas duas linhas aumenta 34 por cento. O valor apontado era de 5,3 mil milhões de euros, sobe agora para 7,1 mil milhões, mais do dobro do que está previsto para o aeroporto da OTA.
O Jornal de Negócios diz que esta revisão em alta fica em parte a dever-se a estudos mais aprofundados. Um total de 70 por cento é assumido pelo Estado que vai para isso recorrer a um empréstimo do Banco Europeu de Investimentos. O restante será financiado por fundos comunitários. É o que revelam o Jornal de Negócios e o Público.
O Executivo garante que o projecto só vai ter impacto no orçamento a partir de 2013, ou seja, a amortização do financiamento só deve ter início após a conclusão das obras de construção das duas linhas.
Na próxima semana, o primeiro-ministro José Sócrates deverá confirmar a decisão de avançar apenas com as ligações Lisboa-Porto e Lisboa-Madrid, que serão construídas em simultâneo, com início em 2008 e conclusão cinco anos depois.
Segundo o Público, o modelo de financiamento deverá ser semelhante ao adoptado no comboio da Ponte 25 de Abril. O Estado suporta os custos com as infra-estruturas e os futuros concessionários, um para cada linha, a escolher por concurso público, com os custos de exploração e a aquisição do material circulante.
O jornal Público garante, no entanto, que os custos de construção do TGV não são recuperáveis. A procura prevista para os dois comboios vai cobrir os encargos com a exploração, mas não chega para amortizar o investimento feito nas obras.
O diário avança ainda que no caso da ligação Lisboa-Porto até vai sobrar dinheiro para pagar a taxa de uso, mas isso não vai acontecer na ligação entre Lisboa e Madrid.
Os estudos, na posse do Governo, deverão ser divulgados terça-feira, 13 de Dezembro, na cerimónia pública de apresentação da nova versão do projecto de alta velocidade português que será presidida pelo primeiro-ministro, José Sócrates.
Notícias relacionadas:
Não existem comentários a esta notícia.
|
|
|
|