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Trabalhadores portugueses preocupados com foco de H5N1
publicado em 2007-02-05 12:23:12
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Os emigrantes portugueses que trabalham na exploração britânica onde foi detectado um foco do vírus H5N1 mostram-se preocupados com a saúde e com os seus empregos, no dia em que o cônsul português em Londres se reúne com eles e com os proprietários da exploração.
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O cônsul português em Londres reúne-se, esta segunda-feira, com os proprietários da exploração britânica de perus onde foi detectado o vírus H5N1, e com os cerca de 900 emigrantes portugueses que trabalham nessa exploração.
A estirpe mais perigosa da gripe das aves foi detectada numa exploração do leste de Inglaterra, o que levou as autoridades sanitárias britânicas a abaterem cerca de 160 mil aves.
Contactado pela TSF, Adriano Guedes, representante sindical dos emigrantes portugueses da região, revelou que os trabalhadores em causa estão preocupados com a saúde mas sobretudo com o risco de perderem o emprego.
As preocupações com saúde são «mais reduzidas», porque a informação divulgada é que «o vírus não se transmite em contacto directo com as aves», disse, acrescentando mesmo que existem trabalhadores portugueses «a trabalhar nos aviários onde as aves estão a ser abatidas», sob altas medidas de protecção.
«A maior preocupação é com o seu posto de trabalho e com o seu futuro», sobretudo entre os trabalhadores da fábrica, já que alguns foram dispensados, enquanto outros foram transferidos para outra empresa do grupo, adiantou o representante sindical.
Adriano Guedes avançou ainda que «alguns trabalhadores foram contactados para não se apresentarem ao trabalho» esta segunda-feira, para se proceder à desinfecção da fábrica, no mesmo dia em que se espera concluir o abate das aves da exploração.
No ano passado, a gripe das aves tinha sido detectada numa exploração de frangos no Sul da Inglaterra. Já o H5N1 apenas tenha sido registado no Reino Unido, também em 2006, quando um cisne portador desta estirpe da doença foi descoberto na Escócia.
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